Guerra na Ucrânia

Rússia arrisca-se a perder a guerra "de forma humilhante", diz João Gomes Cravinho

João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros
João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros
RAUL CARO/LUSA

“A Rússia não tem capacidade militar para as anexações que diz ter feito recentemente e que não têm validade nenhuma e que ninguém reconhece”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português, em Paris, antes de um encontro com a sua homóloga francesa

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, afirmou hoje em Paris que as sanções à Rússia vão continuar até que acabe a invasão da Ucrânia, com Moscovo a arriscar perder a guerra "de forma humilhante".

O governante português considerou que o oitavo pacote de sanções da União Europeia aprovado hoje contra a Rússia é o tipo de punição que continuará enquanto a Rússia insistir na guerra.

"Enquanto a Rússia estiver em território ucraniano, haverá sanções à Rússia. Todo o Mundo já começou a perceber que a Rússia não só não vai ganhar esta guerra, como se arrisca a perder de forma humilhante. Portanto, seria muito oportuno, do lado russo, se começasse a pensar como sair da situação que a própria Rússia criou", disse João Gomes Cravinho questionado pelos jornalistas.

O ministro está em Paris para visitas à UNESCO, ao Museu do Louvre e para um encontro bilateral com a sua homóloga francesa, Catherine Colonna, na sexta-feira.

Argumentou que Moscovo não tem capacidade militar para manter no terreno as anexações dos território de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.

"Neste momento, creio que está demonstrado que a Rússia não tem capacidade militar para as anexações que diz ter feito recentemente e que não têm validade nenhuma e que ninguém reconhece", indicou o ministro.

Portugal vai continuar a apoiar a Ucrânia, garantiu João Gomes Cravinho.

"Não creio que nos possamos deixar intimidar por palavras soltas e irresponsáveis que ocasionalmente vamos ouvindo da parte de responsáveis russos. Nós apoiaremos as forças armadas ucranianas, apoiaremos politicamente e financeiramente, ate a Ucrânia conseguir obter os seus objetivos", declarou.

O apoio à Ucrânia foi tema na reunião com a diretora da UNESCO, Audrey Azoulay. "Falámos das dificuldades que há a nível de património mundial, vivemos atualmente um momento trágico de guerra, em que há, furto da invasão da Ucrânia pela Rússia, destruição do património na Ucrânia e falámos da importância de salvaguardar essa património e o papel da UNESCO no quadro da guerra", indicou.

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