Eleições no Brasil

Eleições no Brasil: Bolsonaro acusa juiz do Supremo Tribunal de “abuso de poder”

30 setembro 2022 8:33

andressa anholete/getty images

Numa intervenção transmitida ao vivo nas redes sociais, na quinta-feira, Bolsonaro chamou repetidamente "canalha" e “sem vergonha” ao juiz Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o órgão responsável pela organização das eleições

30 setembro 2022 8:33

O Presidente do Brasil acusou o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “abuso de poder” devido a uma investigação a um assessor de Jair Bolsonaro por alegado desvio de dinheiro público.

Numa intervenção transmitida ao vivo nas redes sociais, na quinta-feira, Bolsonaro chamou repetidamente de "canalha" e de “sem vergonha” a Moraes, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o órgão responsável pela organização das eleições.

Segundo a imprensa brasileira, Moraes ordenou o levantamento do sigilo das contas bancárias do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, assessor de Jair Bolsonaro. A ordem surgiu no âmbito de uma investigação a um suposto desvio de dinheiro público para assuntos privados da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Seja homem uma vez na vida, Alexandre, e espalhe os valores", disse Boldonaro. "E se forem atípicos, mostre os valores", acrescentou.

O Presidente brasileiro lembrou que Moraes tem vínculos políticos com Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente do antigo chefe de estado Luiz Inácio Lula da Silva, já que o juiz foi secretário de Segurança Pública de São Paulo enquanto Alckmin era governador do estado brasileiro.

"Alexandre, você tem todo um passado no governo Alckmin e por isso quer um presidente refém. Você abusa do poder com baixeza", disse Bolsonaro.

Os insultos de Bolsonaro surgiram horas depois de uma nova sondagem de opinião do instituto Datafolha ter revelado que Lula da Silva poderá vencer logo à primeira volta as eleições presidenciais, que se realizam no domingo. Bolsonaro garantiu que as sondagens estão “erradas” e que conta com o apoio popular, sublinhando as enormes mobilizações de rua durante os seus eventos de campanha.