Internacional

Reencontros familiares, luzes, fogo e o tradicional desfile de dragões: o Ano Novo chinês começa este domingo

21 janeiro 2023 20:35

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

1 / 9
Pessoas refletidas num sinal em néon de um coelho, durante as celebrações do Ano Novo Lunar em Sydney, na Austrália. As comunidades chinesas celebrarão o Ano Novo Chinês a 22 de janeiro, data em que se iniciará o 'Ano do Coelho' no calendário.
1 / 9

Pessoas refletidas num sinal em néon de um coelho, durante as celebrações do Ano Novo Lunar em Sydney, na Austrália. As comunidades chinesas celebrarão o Ano Novo Chinês a 22 de janeiro, data em que se iniciará o 'Ano do Coelho' no calendário.

steven saphore

2 / 9
Uma mulher posa para a fotografia em frente à decoração de lanternas na véspera do Ano Novo Lunar, na Chinatown de Yokohama, Kanagawa, Japão
2 / 9

Uma mulher posa para a fotografia em frente à decoração de lanternas na véspera do Ano Novo Lunar, na Chinatown de Yokohama, Kanagawa, Japão

kim kyung-hoon

3 / 9
Pessoas tocam nos bailarinos disfarçados de dragão, numa apresentação do Festival da Primavera antes do Ano Novo Lunar Chinês no Parque Qinglong Hu em Pequim, na China
3 / 9

Pessoas tocam nos bailarinos disfarçados de dragão, numa apresentação do Festival da Primavera antes do Ano Novo Lunar Chinês no Parque Qinglong Hu em Pequim, na China

thomas peter

4 / 9
Pessoas caminham numa praça de alimentação decorada, parte de uma instalação de luzes do Festival da Primavera antes do Ano Novo Lunar Chinês no Parque Qinglong Hu em Pequim, na China
4 / 9

Pessoas caminham numa praça de alimentação decorada, parte de uma instalação de luzes do Festival da Primavera antes do Ano Novo Lunar Chinês no Parque Qinglong Hu em Pequim, na China

thomas peter

5 / 9
Pessoas fazem oferendas na véspera do Ano Novo Lunar, num templo da Chinatown de Banguecoque, capital da Tailândia
5 / 9

Pessoas fazem oferendas na véspera do Ano Novo Lunar, num templo da Chinatown de Banguecoque, capital da Tailândia

chalinee thirasupa

6 / 9
A dança do leão chinês é realizada nas ruas da Chinatown londrina, em Inglaterra
6 / 9

A dança do leão chinês é realizada nas ruas da Chinatown londrina, em Inglaterra

kevin coombs

7 / 9
Uma mulher segura o filho ao colo. Este está vestido de encarnado, considerada a cor da sorte. Juntos, passam por declarações com lanternas, em vésperas do Ano Novo Lunar, em Banguecoque, na Tailândia
7 / 9

Uma mulher segura o filho ao colo. Este está vestido de encarnado, considerada a cor da sorte. Juntos, passam por declarações com lanternas, em vésperas do Ano Novo Lunar, em Banguecoque, na Tailândia

chalinee thirasupa

8 / 9
Uma mulher reza na véspera do Ano Novo Lunar Chinês, no Templo Amurva Bhumi de Jacarta, na Indonésia
8 / 9

Uma mulher reza na véspera do Ano Novo Lunar Chinês, no Templo Amurva Bhumi de Jacarta, na Indonésia

ajeng dinar ulfiana

9 / 9
Crentes acendem sticks de incenso na véspera do Ano Novo Lunar Chinês, no Templo Amurva Bhumi de Jacarta, na Indonésia
9 / 9

Crentes acendem sticks de incenso na véspera do Ano Novo Lunar Chinês, no Templo Amurva Bhumi de Jacarta, na Indonésia

ajeng dinar ulfiana

O “Ano do Coelho” começa a contar a partir deste domingo, dia 22 de janeiro. Seguem-se vários feriados e outros tantos dias de celebração, que muitas pessoas aproveitam para visitar familiares que vivem em zonas distantes e com quem têm dificuldades em estar, precisamente devido à distância. A data é celebrada um pouco por todo o mundo

21 janeiro 2023 20:35

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Festas, gente nas ruas, centenas de milhares de pessoas a atravessar o país para se encontrarem com os seus amigos e familiares, espetáculos de fogo-de-artifício, foguetes, lanternas e o tradicional desfile de dragões. As celebrações do Ano Novo chinês costumam ter tudo isso - e este ano não será exceção.

O novo ano chinês, regido pelo coelho - que é, para a população chinesa, símbolo de longevidade, paciência, paz e prosperidade - começa a contar a partir deste domingo, dia 22 de janeiro. Seguem-se vários feriados e outros tantos dias de celebração, que muitas pessoas aproveitam para visitar familiares que vivem em zonas distantes e com quem têm dificuldades em estar, precisamente devido à distância.

Preparam-se refeições com pratos típicos chineses, convive-se à mesa, trocam-se presentes. O Ano Novo chinês é a principal celebração para as famílias na China.

A data é celebrada não só na China como por toda a Ásia e em países com grandes comunidades chinesas. Portugal é um exemplo disso - na sexta-feira, dezenas de membros da comunidade chinesa reuniram-se em frente à Câmara do Porto para assinalar o Ano do Coelho. As celebrações deixaram uma mensagem de agradecimento à China pelos equipamentos enviados durante a pandemia, elogios às relações diplomáticas e um pedido que revela a tensão que existe entre a China e os Estados Unidos, contou o Expresso.

Numa mensagem esta semana, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, desejou "saúde, paz e felicidade", com espírito de esperança e novos começos". Guterres lembrou que o coelho é um símbolo de energia e destreza, qualidades que, sublinhou, são necessárias quando a humanidade enfrenta dificuldades e problemas.

“Apesar dos ventos contrários que se fazem sentir hoje em dia no nosso mundo, sabemos que quando trabalhamos juntos, podemos atingir os nossos objetivos”, afirmou o secretário-geral.

Celebrações assombradas pela covid-19

É realmente um momento de festa, mas assombrado, este ano, pela preocupação de que haja um aumento significativo do número de infeções por covid-19, devido à deslocação interna de milhões de chineses e chinesas, naquela que é considerada a maior migração anual do mundo.

Com o fim da política "covid zero" do Governo chinês, não há quaisquer restrições em vigor no país.
As autoridades chinesas estimam que sejam feitas perto de 2,1 mil milhões de viagens durante este período, o que corresponderá a cerca de dois terços dos níveis registados antes da pandemia.

O próprio Presidente chinês, Xi Jinping, admitiu estar preocupado com o aumento do contágio, especialmente nas zonas rurais e entre os agricultores. “Os serviços médicos são relativamente fracos nas zonas rurais, pelo que a prevenção é uma tarefa difícil e árdua”, afirmou, numa mensagem divulgada pela televisão estatal CCTV.