Internacional

10 mulheres que marcaram o ano: As escolhas de Teresa Violante

30 dezembro 2022 1:10

Teresa Violante

Teresa Violante

Investigadora da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nürnberg

As mulheres enfrentam machismo, paternalismo, racismo, violência política e, muitas vezes, física sempre que ocupam lugares de poder ou ganham voz no espaço público. E, contudo, a sua presença enriquece a democracia, a economia e a sociedade. Na verdade, as mulheres sempre estiveram presentes. Mas, durante demasiado tempo, a História insistiu na sua invisibilidade

30 dezembro 2022 1:10

Teresa Violante

Teresa Violante

Investigadora da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nürnberg

1 Olga Rudenko, Ucrânia, Editora-chefe do “Kyiv Independent”
Lutar pela sobrevivência e pelo jornalismo independente

Começou a sua carreira no “Kyiv Post”, em 2011, como jornalista. Em 2021, quando se encontrava nos EUA com uma bolsa de estudos, vários dos seus colegas de redação foram despedidos por se recusarem alinhar numa cobertura jornalística mais favorável a Zelensky. Rudenko juntou-se-lhes e, em novembro de 2021, fundaram o projeto “Kyiv Independent”, que começou por ser marcadamente hostil com o poder ucraniano. Em 21 de fevereiro de 2022, nas vésperas da invasão russa, Rudenko publicou uma coluna de opinião no “The New York Times” onde apelidava Zelensky de ‘desesperadamente medíocre’. Nas semanas que se seguiram, o “Kyiv Independent” foi a principal fonte de notícias em língua inglesa sobre a guerra. Em apenas três dias, o seu número de seguidores no Twitter aumentou de 30 mil para um milhão. Sob a liderança de Olga Rudenko, a guerra forçou os jornalistas do “Kyiv Independent” a trabalharem sob árduas condições, lutando diariamente pela sua sobrevivência, exatamente quando começavam a travar a sua própria luta pelo jornalismo independente na Ucrânia.