Internacional

Diplomação de Lula já está marcada. Sabe o que é esta espécie de exame?

1 dezembro 2022 13:05

Lula e Alckmin celebraram a vitória na segunda volta das presidenciais, a 30 de outubro

nelson almeida/afp/getty images

Três semanas antes de tomar posse como 39º Presidente do Brasil, Lula da Silva vai comparecer perante o Tribunal Superior Eleitoral com o futuro vice-presidente, Geraldo Alckmin. A instituição vai avaliar se estão aptos para assumir o comando do Brasil. Se o exame/ritual correr bem, Lula e Alckmin receberão um diploma, de onde o nome da cerimónia

1 dezembro 2022 13:05

As repúblicas (também) gostam de rituais e a cerimónia de diplomação do futuro Presidente do Brasil foi criada para assinalar o regresso de Getúlio Vargas à chefia do Estado, depois de vencer as eleições de 3 de outubro de 1950.

Conhecida como diplomação, a cerimónia foi suspensa pela Ditadura Militar (1964-1985) e retomada em 1989, antes de Fernando Collor de Mello – o primeiro chefe de Estado eleito por sufrágio universal depois do regresso da democracia – ser empossado Presidente do Brasil.

A diplomação de Lula da Silva e do seu futuro vice-presidente, Geraldo Alckmin, está marcada para 12 de dezembro. Terá pompa e circunstância e marca o fim do processo eleitoral.

Esta espécie de exame dos futuros Presidente e vice-presidente do Brasil realiza-se em Brasília, no edifício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Alexandre de Moraes, presidente do TSE, abrirá a cerimónia de diplomação, depois de ter designado os dois juízes deste órgão que conduzirão Lula e Alckmin à sala do plenário. O ritual prevê que o futuro chefe de Estado e o seu número dois se sentem à esquerda na mesa oficial.

Depois de ser tocado o Hino Nacional do Brasil pela Banda dos Fuzileiros Navais, Moraes entregará os diplomas aos futuros Presidente e vice-presidente. Lula fará um discurso antes de o presidente do TSE encerrar a cerimónia. O discurso de Jair Bolsonaro, em 2018, durou 10 minutos.

Ao contrário do que aconteceu na diplomação deste último, na cerimónia deste ano, o TSE “adotará medidas de prevenção da covid-19, como o uso de máscaras e o distanciamento social”. A ‘rádio’ do TSE explica detalhadamente a cerimónia da diplomação AQUI.

Para que tudo corra bem e os diplomas sejam entregues ao Presidente eleito e ao seu vice-presidente, o juiz Ricardo Lewandowski, vice-presidente do TSE, tem de julgar as contas do Partido dos Trabalhadores de Lula e do Partido Socialista Brasileiro de Alckmin até 9 de dezembro. Recorde-se que no passado dia 24 de novembro Lewandowski pediu explicações sobre 620 mil reais (114 mil euros) gastos na campanha de Lula.