Internacional

Vai-se o homem, fica o mito. A influência de Trump é real, mesmo fora da Casa Branca. E no Brasil, o negacionismo eleitoral vai vingar?

8 novembro 2022 22:51

Ana França

Ana França

Jornalista da secção Internacional

Donald Trump e Jair Bolsonaro em Mar-a-Lago, Florida, em março de 2020

alan santos/presidência do brasil/epa

Nunca Jair Bolsonaro tentou negar a sua admiração por Donald Trump. Seguiu-lhe a narrativa de divisão, descrente quanto à gravidade da pandemia, acantonou as minorias, revogou legislação ambiental. Nada de novo. Mas esta terça-feira há eleições para o Congresso nos Estados Unidos e as sondagens mostram que os que duvidam da legitimidade de eleição de Joe Biden estão bem posicionados para conseguir cargos importantes na certificação de eleições futuras. No Brasil o negacionismo eleitoral pode não se revelar caso tão sério, mas os analistas preocupam-se com a mobilização política que estas ideias conseguem

8 novembro 2022 22:51

Ana França

Ana França

Jornalista da secção Internacional

Quando Donald Trump perdeu as eleições presidenciais a que se recandidatava, em novembro de 2020, Jair Bolsonaro ia mais ou menos a meio do seu mandato como Presidente do Brasil. O “Trump dos Trópicos”, como lhe chamava a imprensa, tinha seguido, como se de um manual de instruções de tratasse, todos os passos do então líder dos Estados Unidos.