Internacional

Prisioneiro mais velho de Guantanamo é libertado aos 75 anos

Os fatos cor de laranja dos detidos tornaram-se símbolo da infâmia que Guantánamo se tornou
Os fatos cor de laranja dos detidos tornaram-se símbolo da infâmia que Guantánamo se tornou
SHANE T. MCCOY / US NAVY / GETTY IMAGES

Cidadão paquistanês esteve preso quase 20 anos sem acusação formal.

O Paquistão anunciou este sábado a libertação e a chegada a Islamabade de um cidadão paquistanês detido há quase 20 anos pelos Estados Unidos na prisão de Guantánamo, sem acusação formal.

Com 75 anos, Saif Ullah Paracha era o mais velho prisioneiro no centro de detenção de Guantánamo, em Cuba.

“Saif Ullah Paracha, um cidadão paquistanês, detido na Baía de Guantánamo, foi libertado e chegou à sua terra natal no sábado, 29 de outubro de 2022”, indicou este sábado, em comunicado, o Governo paquistanês.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão deu assim por terminado “um extenso processo interinstitucional para facilitar a repatriação” de Paracha.

"Estamos satisfeitos por um cidadão paquistanês que esteve detido no exterior poder estar finalmente reunido com a família”, acrescentou o Governo de Islamabade.

Paracha era um empresário com negócios prósperos e riqueza no Paquistão quando foi preso na Tailândia em 2003. As autoridades norte-americanas alegaram que era um “facilitador” da Al Qaida que ajudou dois dos conspiradores do 11 de setembro de 2001 com uma transação financeira, alegação que o cidadão paquistanês sempre negou.

Paracha esteve detido por mais de um ano na base norte-americana de Bagram, no Afeganistão, e depois transferido pelos Estados Unidos para Guantánamo.

A detenção do empresário foi repleta de procedimentos adicionais e transferências devido às condições de saúde, que se deterioraram na prisão devido à idade, o que envolveu o envio de especialistas para tratamento médico.

A administração dos Estados Unidos, liderada por Joe Biden, autorizou em maio de 2021 a transferência de Paracha e outros dois prisioneiros de Guantánamo.

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