Internacional

"Polícia tem menos homens e pior armamento do que os grupos criminosos", diz primeiro-ministro do Haiti

23 outubro 2022 20:06

Ricardo Lourenço

Ricardo Lourenço

Correspondente nos Estados Unidos

Cidade de Port-au-Prince

getty

A desordem comanda o terceiro maior país das Caraíbas, ciclicamente devastado por catástrofes naturais e pela ‘incapacidade’ de repartir sustento pela população. O vizinho americano defende uma missão militar internacional, mas não quer liderar o processo

23 outubro 2022 20:06

Ricardo Lourenço

Ricardo Lourenço

Correspondente nos Estados Unidos

Os gangues assumiram o controlo do Haiti e o colapso parece inevitável. “É o fim de um país”, diz ao Expresso Ralph Chevry, membro do Centro Socioeconómico do Haiti, um grupo com sede na capital, Port-au-Prince. Receoso de sair de casa devido aos tiroteios persistentes, contou que vive a um quilómetro do palácio presidencial, onde foi assassinado, em julho do ano passado, o então chefe de Estado, Jovenel Moise.

A partir daquele momento, a realidade do país mais pobre do hemisfério ocidental encontrou maneira de piorar. O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry — não eleito, é chefe de Governo e chefe de Estado interino —, queixou-se de que a polícia tem menos homens e pior armamento do que os grupos criminosos, que controlam pontos estratégicos, caso dos portos, bloqueando o acesso ao combustível e aos alimentos.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.