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Cerca de 230 golfinhos-piloto encalhados na costa da Tasmânia

21 setembro 2022 13:18

sarah baldock/reuters

Imagens aéreas mostram um cenário desolador, com dezenas de mamíferos marinhos espalhados ao longo de uma vasta praia

21 setembro 2022 13:18

Cerca de 230 golfinhos-piloto, também conhecidos como baleias-piloto, foram hoje encontrados encalhados na costa oeste da Tasmânia, na Austrália, mas apenas metade dos cetáceos aparentava estar viva, anunciaram as autoridades locais.

“Um grupo de cerca de 230” cetáceos “encalhou perto do porto de Macquarie”, anunciou o Ministério dos Recursos Naturais e Ambiente do Estado da Tasmânia.

“Parece que cerca de metade dos animais estão vivos”, acrescentou o ministério.

Imagens aéreas mostram um cenário desolador, com dezenas de mamíferos marinhos espalhados ao longo de uma vasta praia.

Segundo as autoridades, vários especialistas em conservação marinha e uma equipa com material de resgate de cetáceos estão a caminho da região.

“As baleias são uma espécie protegida, mesmo depois de mortas é uma ofensa interferir com uma carcaça”, avisou o ministério.

Há quase dois anos, a zona foi palco de outro encalhe em massa, com quase 500 golfinhos-piloto a ficarem presos em terra, dos quais apenas cerca de 100 sobreviveram.

As razões para estes fenómenos não são totalmente conhecidas, mas os cientistas sugerem que podem ser causados pela dispersão de alguns membros de grupos de cetáceos depois de se alimentarem muito perto da costa.

Como as baleias-piloto são animais muito sociais, podem seguir esses membros do seu grupo que se perdem e ficar em perigo.

O encalhe dos golfinhos-piloto acontece no dia a seguir a terem sido encontrados 14 cachalotes presos numa ilha na costa sudeste da Tasmânia.

Os cachalotes foram descobertos em King Island, parte do estado da Tasmânia, no Estreito de Bass, entre Melbourne e a costa norte da Tasmânia.

O cientista marinho da Griffith University Olaf Meynecke explicou à agência de notícias Associated Press ser invulgar encontrar cachalotes presos na praia, mas explicou que o aquecimento global das temperaturas pode estar a mudar as correntes oceânicas e alterar as rotas da comida tradicional das baleias.

Nestes casos, os animais “deslocam-se para outras zonas e procuraram outras fontes de alimentos”, disse Meynecke.

No entanto, “quando fazem isso, já não estão na melhor condição física porque podem estar a morrer de fome, o que pode levá-los a correr mais riscos e talvez a aproximar-se demais da costa”, concluiu.