Internacional

China responde aos EUA: “Não toleraremos quaisquer atividades que visem a separação” de Taiwan

19 setembro 2022 11:14

alberto buzzola / getty images

Depois de Joe Biden ter dito que as tropas norte-americanas defenderiam Taiwan, a China avisou que tem direito a tomar todas as medidas necessárias para enfrentar as atividades que dividem a nação, lembrando que “há apenas uma China no mundo” e que “Taiwan faz parte da China”

19 setembro 2022 11:14

A China já reagiu à afirmação feita pelo Presidente dos Estados Unidos. Joe Biden disse este domingo que as tropas norte-americanas defenderiam Taiwan em caso de uma invasão chinesa. Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse que o país tem direito a tomar todas as medidas necessárias para enfrentar as atividades que dividem a nação.

“Estamos dispostos a fazer o nosso melhor para lutar pela reunificação pacífica. Ao mesmo tempo, não toleraremos quaisquer atividades que visem a separação [entre a China e Taiwan]”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, esta segunda-feira à imprensa local.

“Há apenas uma China no mundo, Taiwan faz parte da China, e o Governo da República Popular da China é o único governo legítimo da China”, vincou Mao Ning, citada pela agência Reuters. A responsável aconselhou ainda os EUA a tratarem as questões relacionadas com Taiwan de forma “cuidadosa e adequada”, e a não enviarem “sinais errados” às forças separatistas que querem a independência.

Numa entrevista transmitida este domingo no programa “60 Minutos” da CBS, Joe Biden foi questionado se “os americanos defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa”. O líder dos EUA respondeu: “Sim, se de facto ocorresse um ataque sem precedentes”. Mas fez questão de sublinhar que não estava a “encorajar” a ilha a declarar a independência. “A decisão é deles”, afirmou.

Em maio, o chefe de Estado norte-americano já tinha dito que os Estados Unidos iriam intervir militarmente em apoio a Taiwan no caso de uma invasão da China comunista. Mas depois Biden voltou atrás, regressando à “ambiguidade estratégica” que tem pautado a estratégia dos EUA face a Taiwan.