Internacional

Como as trincheiras de 1914, mas com radares e drones. Há um legado da I Guerra Mundial no Donbas

3 julho 2022 13:12

marcus yam

Numa frente que vai do Donbas ao sudoeste da Ucrânia, legado da I Guerra Mundial convive com tecnologia moderna

3 julho 2022 13:12

A invasão da Ucrânia começou com uma Blitzkrieg russa. Falhada frente a Kiev, tornou-se guerra de cerco em Kharkiv e Mariupol, com a sorte das armas a sorrir no primeiro caso aos ucranianos e, no segundo, a Moscovo e aos separatistas do Donbas. Nesta primeira fase, grupos móveis de infantaria ucraniana com lança-foguetes portáteis levaram a melhor sobre colunas blindadas russas, mal protegidas pela sua pouca infantaria e obrigadas a afunilar pelas estradas pavimentadas, devido à neve à lama.

Reorientado o dispositivo russo, por força das circunstâncias, com outras formas de combater (concentrações de artilharia e lança-foguetes múltiplos), os invasores apostaram na frente leste, com duplo objetivo: conquistar todas as zonas de Donetsk e Luhansk em poder dos ucranianos — “libertação” do Donbas e sua entrega aos separatistas — e, se possível, fazer um movimento em pinça no sentido de transformar o saliente ucraniano de Sievierodonetsk-Lyssichiank numa bolsa, com cerco e aniquilamento de um quarto do dispositivo terrestre de Kiev.