Internacional

Argentina será a porta-voz dos excluídos Cuba, Venezuela e Nicarágua na Cimeira das Américas

O Presidente cubano Miguel Díaz-Canel (segundo a contar da direita) esteve na tomada de posse do argentino Alberto Fernández, em dezembro de 2019

muhammed emin canik/anadolu/getty images

Na Cimeira que dura desta segunda-feira até sexta em Los Angeles, o Presidente argentino terá a missão dada pela esquerda latino-americana de representar de forma crítica os países excluídos pelo Governo de Joe Biden e os que se autoexcluíram em solidariedade com os aliados, como México e Bolívia. A cisão no mapa continental revela a perda de influência de Washington na América Latina ao longo dos últimos 20 anos. Brasil e Argentina trocaram a participação na Cimeira por reuniões bilaterais com Biden

A decisão do Presidente norte-americano Joe Biden de não convidar Cuba, Venezuela e Nicarágua para a Cimeira das Américas, por não serem países democráticos, provocou uma reação dos aliados da esquerda na região: designaram o Presidente argentino como responsável por elevar uma crítica pública aos Estados Unidos durante a reunião, que se estende durante esta semana.