Internacional

Tempestades e ciclones em Madagáscar mataram 214 pessoas e afetaram meio milhão

31 maio 2022 19:01

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"Seis acontecimentos climáticos tropicais atingiram Madagáscar entre janeiro e abril, matando pelo menos 214 pessoas e afetando cerca de 571.100 no país", revelou o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU

31 maio 2022 19:01

As sucessivas tempestades tropicais e ciclones em Madagáscar já mataram pelo menos 214 pessoas e afetaram mais de meio milhão desde o início do ano, disseram esta terça-feira as Nações Unidas.

"Seis acontecimentos climáticos tropicais atingiram Madagáscar entre janeiro e abril, matando pelo menos 214 pessoas e afetando cerca de 571.100 no país", disse o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), através de um comunicado.

A época dos ciclones na África Austral decorre normalmente entre outubro ou novembro e abril. Em janeiro, a tempestade tropical Ana provocou fortes chuvas e inundações na ilha do Oceano Índico, causando 55 mortos e afetando 131.500, principalmente no centro e norte.

No mês seguinte, os ciclones Batsirai e Emnati atingiram a costa leste, numa rápida sucessão. Milhares de casas foram destruídas e as colheitas devastadas, aumentando a insegurança alimentar na região. Cerca de 136 pessoas morreram e 423.800 foram afetadas.

Entre os dois ciclones, a tempestade tropical Dumako atingiu o nordeste, em meados de fevereiro, causando a morte a 14 pessoas em inundações.

No início de março, a tempestade Gombe não causou quaisquer danos significativos, mas a tempestade tropical moderada Jasmim, que se seguiu no final de abril, matou cinco pessoas e afetou mais de 4.800.

Ao mesmo tempo, a situação numa grande área do Sul, afetada por uma seca severa, permaneceu crítica. A maioria (61%) da região continuava afetada pela seca extrema, no final de fevereiro, de acordo com a UNICEF, que foi citada na declaração.

"A insegurança alimentar e a desnutrição melhoraram durante o primeiro trimestre de 2022", coincidindo com a época de escassez, disse a ONU. Mas as condições permanecem frágeis com casos de subnutrição aguda.