Internacional

Espanha: Mais de 700 mil pessoas nos campos de trabalho da ditadura franquista

23 abril 2022 21:37

Escavação numa vala comum em Barranco de Víznar, na Andaluzia, promovida pela Universidade de Granada

carlos gil andreu/getty images

Em Espanha existiram quase 300 centros de trabalho forçado durante a II Guerra Mundial. Por ali passaram entre 700 mil e um milhão de republicanos, que foram tratados como escravos e sujeitos a torturas física e psicológica

23 abril 2022 21:37

O bombardeamento de Guernica não caiu no esquecimento. Terça-feira, 26 de abril, terão passado 85 anos desde que a cidade basca foi arrasada pelo ódio que desabou sobre milhares de cidadãos indefesos e que Pablo Picasso converteu em símbolo do horror de todas as guerras. Muitos sobreviventes foram presos e levados para campos de trabalho forçado.

“Guernica foi um símbolo, mas houve muito mais horrores na Guerra Civil, que começamos agora a descobrir. Um dos mais complicados diz respeito aos campos de concentração que os franquistas mantiveram entre 1939 e 1948”, assegura ao Expresso o historiador Juan Carlos García Funes, autor de uma investigação académica sobre a experiência porque passaram 700 mil a um milhão de republicanos. Ali praticaram-se torturas físicas e psicológicas. Os reclusos sofriam doenças, passavam fome e eram obrigados a trabalhar como escravos. Incontáveis pessoas foram assassinadas ou não resistiram às condições de vida sub-humanas.