Internacional

Autoridades de Nova Iorque prometem determinação e perseverança após ataque em Brooklyn

12 abril 2022 18:09

Ricardo Lourenço

Ricardo Lourenço

Correspondente nos Estados Unidos

Polícia com cães na cena do crime, em Brooklyn. Prossegue a investigação e a perseguição ao suspeito do ataque no metro de Nova Iorque

spencer platt/getty images

Dezasseis pessoas ficaram feridas depois do ataque desta manhã no metro de Nova Iorque. Possibilidade de terrorismo foi afastada pelas autoridades locais

12 abril 2022 18:09

Ricardo Lourenço

Ricardo Lourenço

Correspondente nos Estados Unidos

O ataque desta terça-feira no metro de Nova Iorque, em plena hora de ponta (8h30 locais, 13h30 em Portugal Continental), provocou 16 feridos, dez deles baleados por um suspeito que vestia uma farda verde da construção civil. Nenhuma das vítimas corre risco de vida, embora quatro estejam em estado crítico.

Na primeira conferência de imprensa após o incidente, a comissária Keechant Sewell, da polícia de Nova-Iorque (NYPD, sigla em inglês), explicou que se terát tratado de um “ato isolado, sem qualquer ligação a grupos terroristas”. Com a investigação em curso, foi estabelecido um perímetro de segurança que cobre o sul de Manhattan e o norte de Brooklyn. Todas as escolas naquela zona permanecem encerradas.

Sewell confirmou, ainda, que não foram encontrados engenhos explosivos. O suspeito terá usado uma granada de fumo e só depois baleado as vítimas com um simples revólver. Embora, aparentemente, não se trate de um ato premeditado, “essa possibilidade não pode ser afastada de todo, pelo menos até à conclusão dos trabalhos de averiguação”.

Resiliência nova-iorquina

Na mesma conferência de imprensa, a governadora do estado de Nova Iorque, Kathy Hochul, recordou que o suspeito ainda está a monte, apelando aos nova-iorquinos para estarem atentos. “Chega de tiroteios”, disse. “Estamos fartos deste flagelo. Todos os meios do estado estarão ao dispor desta investigação.”

“Como no 11 de setembro, hoje vi nova-iorquinos a ajudarem-se perante um ataque insano. É o mais importante. A resiliência nova-iorquina esteve mais uma vez à vista de todos”, destacou Hochul.

O antigo comissário da polícia de Nova Iorque Bill Bratton explica ao Expresso que terá sido usado uma espécie de “gás não tóxico para provocar a confusão”. Lembrou, ainda, que “a cidade está repleta de sistemas de videovigilância”, pelo que antevê que o suspeito seja detido rapidamente.

Kurt Schwartz, antigo diretor da Agência de Gestão de Emergências de Massachusetts (MEMA, sigla em inglês) garante ao Expresso que “o inquérito obedecerá a uma enorme necessidade de urgência, com várias agências estaduais e federais, incluindo o FBI, envolvidas”.

“Uma coisa é certa”, salienta Schwartz. “Temos os melhores do mundo de olhos postos no que sucedeu. Seja algo relacionado com a saúde mental do alegado criminoso ou algo mais laborado, tudo será apurado numa questão de horas ou dias.”