Internacional

Há cada vez mais venezuelanos na mais perigosa rota de migrantes da América Central, alerta Alto Comissariado para Refugiados da ONU

30 março 2022 8:21

Migrantes no acampamento do Movimento Juventude 2000, em Tijuana, no México, em novembro de 2021

joebeth terriquez/epa

Rota migratória entre a Colômbia e o Panamá foi atravessada por 8456 pessoas desde o início do ano

30 março 2022 8:21

Este ano cerca de 2500 venezuelanos atravessaram a região de Darién, um dos mais perigosos percursos migratórios na América Central, em busca de melhores condições de vida, revelou terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Num relatório conjunto com a Organização Internacional para as Migrações, o ACNUR revela que nos dois primeiros meses deste ano, aquele curso migratório entre a Colômbia e o Panamá foi atravessado por 8456 pessoas, tendo sido o triplo das que foram contabilizadas no mesmo período de 2021.

Desses migrantes que atravessaram este ano a região de Darién, 2500 eram de nacionalidade venezuelana, quase tanto como o total registado em 2021, afirma o ACNUR citando estatísticas das autoridades panamenha.

As duas organizações alertam que há cada vez mais pessoas a escolher aquele curso migratório em busca de segurança e estabilidade a caminho de territórios do norte, tendo em conta a degradação das condições sociais e económicas por causa da pandemia da covid-19.

A região de Darién, que marca a fronteira entre a Colômbia e o Panamá, é "uma das rotas de migrantes e refugiados mais perigosas do mundo, porque atravessa floresta tropical, rios e montanhas e porque nela estão presentes "grupos criminosos conhecidos por ator de violência, incluindo abuso sexual e roubo".

Em 2021, por esta rota passaram 133 mil pessoas, das quais 51 foram dadas como mortas ou desaparecidas. Segundo o ACNUR, existem mais de seis milhões de refugiados e migrantes da Venezuela noutros pontos do globo, mas a maioria está fixada na América Latina e na região das Caraíbas.