Internacional

EUA distinguem Colômbia como “importante aliado não-NATO” e estreitam relações

11 março 2022 8:15

Foto Getty Images

O titulo de “importante aliado não-NATO” permite que o país em causa tenha acesso a certos privilégios em termos de defesa e economia, mas não garante, ao contrário da adesão à NATO, a proteção militar pelos EUA

11 março 2022 8:15

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, atribuiu na quinta-feira à Colômbia o título de “importante aliado não-NATO” e elogiou os esforços deste país no desenvolvimento económico e defesa da democracia na América do Sul.

Em visita a Washington, o chefe de Estado colombiano, Ivan Duque, ouviu do homólogo norte-americano que a Colômbia é um aliado “essencial” dos Estados Unidos.

Em declarações à imprensa, Biden sustentou que os colombianos são uma “pedra angular” dos esforços de desenvolvimento económico e defesa da democracia na América do Sul.

Joe Biden agradeceu também a Ivan Duque por ter “condenado imediatamente” a invasão russa da Ucrânia.

Já o Presidente colombiano referiu que “a relação bilateral” está a chegar ao “topo” e manifestou a sua gratidão pela cooperação com os Estados Unidos no combate à covid-19.

O titulo de “importante aliado não-NATO” é uma classificação oficial que os Estados Unidos concederam até agora a cerca de 15 países.

Esta permite que o país em causa tenha acesso a certos privilégios em termos de defesa e economia, mas não garante, ao contrário da adesão à NATO, a proteção militar pelos EUA.

Os dois líderes procuraram escapar perante a imprensa a um tema que causa divisão, a possível aproximação entre os Estados Unidos e a Venezuela, país com quem a Colômbia tem um mau relacionamento e que é também um grande aliado da Rússia.

A Venezuela libertou recentemente dois norte-americanos que estavam detidos no país, uma medida que alimentou especulações sobre a melhoria das relações entre Washington e Caracas, ou até mesmo a retoma das importações de petróleo venezuelano pelos norte-americanos, atualmente proibidas.

A Casa Branca, que não reconhece a reeleição de Nicolás Maduro em 2018, procurou hoje acalmar os ânimos sobre este tema, com a porta-voz da presidência, Jen Psaki, a desvalorizar esta possibilidade.