Internacional

Seis anos de prisão para sueca que permitiu o filho tornar-se criança soldado do Daesh

4 março 2022 17:45

A mulher, de 49 anos, foi condenada por crimes de guerra e violação do direito internacional “por não ter impedido o seu filho, quando tinha entre 12 e 15 anos, de ser recrutado como criança soldado pelo Daesh no conflito armado na Síria”, segundo adiantou o tribunal de Estocolmo

4 março 2022 17:45

Uma mulher sueca que se juntou ao grupo terrorista Daesh na Síria foi esta sexta-feira condenada a seis anos de prisão por ter permitido ao seu filho tornar-se uma criança soldado dentro do grupo jiadista, adiantou a AFP.

A mulher, de 49 anos, foi condenada por crimes de guerra e violação do direito internacional “por não ter impedido o seu filho, quando tinha entre 12 e 15 anos, de ser recrutado como criança soldado pelo Daesh no conflito armado na Síria”, segundo adiantou o tribunal de Estocolmo em comunicado.

O adolescente, cujo primeiro nome era Joan, morreu no decurso do conflito em 2017, quando tinha 16 anos.

A mãe “não agiu de forma adequada para impedir” o recrutamento, “nem quis impedir, o papel de criança soldado estava de acordo com as suas convicções”, sublinhou o tribunal.

É a primeira vez que um caso de recrutamento de uma criança soldado – ou seja, de acordo com a lei sueca, um menor de 15 anos – é julgado naquele país nórdico.

A maior parte dos suecos ou dos residentes na Suécia que se juntaram ao Daesh, estimados em cerca de 300, não podem ser processados pela ligação à organização terrorista, uma vez que a lei que o criminaliza foi aprovada depois da vaga de partidas.

As condenações são raras, ainda que outras acusações possam ser feitas.

A primeira combatente do Daesh condenada na Suécia recebeu a sentença em março de 2021, por ter levado consigo o seu filho para o Levante.