Internacional

Crise da Ucrânia conduz o mundo a um “perigo extremo”, diz Boris Jonhson

19 fevereiro 2022 13:59

Um militar ucraniano à frente de uma fila de tanques do exército, na base de Klugino-Bashkirivka, perto da fronteira com a Rússia FOTO: SERGEY BOBOK/AFP via Getty Images

Primeiro-ministro britânico falou durante a Conferência de Segurança que está a decorrer em Munique: “esta crise estende-se a todos os domínios”

19 fevereiro 2022 13:59

O mundo enfrenta um  “perigo extremo” com  a eventual invasão da Ucrânia pelas tropas russas, disse este sábado o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que participa na Conferência sobre Segurança que está a decorrer em Munique.

Se a invasão da Ucrânia se vier a concretizar, “a Grã-Bretanha defenderá [como sempre] a liberdade e a democracia em todo o mundo”, disse Johson acrescentando que o “o choque ecoará em todo o mundo (…) e os ecos serão sentidos no leste da Ásia e em Taiwan”.

Citado pelo jornal britânico “The Guardian”, Jonhson lembra que “esta crise estende-se a todos os domínios”, ou seja da presença de mais de 100 mil militares russos na fronteira, à presença da marinha no Mar Negro, não esquecendo as ações no ciberespaço. O que está em causa é a “destruição de um Estado democrático”, afirmou Borice-presidente dos Estados Unidos que também participa nesta conferência de líderes, destaca na sua intervenção os “custos económicos sem precedentes”, caso a invasão da Ucrânia.

Kamala Harris foi taxativa a afirmar que os Estados Unidos e os seus aliados imporão fortes sanções à Rússia: “A imposição de medidas coordenadas causará grandes danos àqueles que devem ser responsabilizados”, disse Kamala acrescentando:  “Desde o fim da Guerra Fria [que não se realizava uma reunião] em circunstâncias tão terríveis”.

Na manhã deste sábado houve várias a norte da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, atualmente controlada pelos separatistas russos. A Ucrânia informou que um dos seus soldados foi morto, de acordo com a agência Reuters.