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Brasil: Cheias e derrocadas em Petrópolis já fizeram 139 mortes. Há 90 anos que não chovia tanto em tão pouco tempo

19 fevereiro 2022 21:05

Foto: António Lacerda/Epa

Já foram sepultadas 72 vítimas da tragédia. Aulas só regressam depois do Carnaval

19 fevereiro 2022 21:05

Cinco dias depois do início de chuvadas muito intensas na zona de Petrópolis, o número de mortos nesta cidade (e arredores) da região serrana do estado do Rio de Janeiro, é de 139 de acordo com as últimas informações citadas pela agência Brasil. Há aidna cerca de 190 desaparecidos.

O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro já identificou 91 corpos de vítimas da tragédia neste município e, segundo os últimos dados da autarquica, já foram sepultadas 72 pessoas.

Por causa da tragédia, a Secretaria Municipal de Educação decidiu que o regresso às aulas neste município só acontecerá depois da pausa do Carnaval.

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, já disse que a zona da antiga cidade imperial viveu as piores chuvas desde 1932. Recorde-se que os deslizamentos de terra na sequência das fortes chuvas de 1988 fizeram 134 pessoas mortes na mesma região. E em 2011, 918 pessoas perderam a vida naquela que foi considerada uma das maiores catástrofes ambientais do Brasil, com particular impacto nas cidades de Nova Friburgo e Teresópolis, mas em que Petrópolis não escapou.

Este sábado, o Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro prevê chuva moderada a forte na cidade.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro está a trabalhar nas operações de busca e resgate das vítimas desde terça-feira, dia 15. Mais de 500 militares estão no terreno. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que, por meio da Liga Nacional de Bombeiros, as operações contam com apoio de 36 cães farejadores de corporações de outros estados. São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enviaram elementos para Petrópolis.

Danos ligeiros no Museu Imperial

O Museu Imperial, no centro de Petrópolis, sofreu poucos danos com as chuvas intensas que se abatem sobre a cidade. “Os Jardins do Complexo foram afetados, sem grandes prejuízos. Há lama na parte mais baixa e não houve quedas de árvores ou das peças como estátuas e postes. Todo o gramado e os canteiros estão preservados e as equipes de jardinagem, limpeza e manutenção iniciarão os reparos que forem necessários”, informa uma nota divulgada pelo Museu.