Internacional

Mali. Jiadistas matam 40 civis que acusam de cumplicidade com movimentos extremistas rivais

18 fevereiro 2022 19:13

Há pelo menos 40 civis mortos, em três locais diferentes” ao redor de Tessit, a poucas dezenas de quilómetros das fronteiras com o Burkina Faso e o Níger, disse um responsável civil deste setor

18 fevereiro 2022 19:13

Cerca de 40 civis malianos foram mortos esta semana por uma organização ligada ao grupo extremista Estado Islâmico, numa região do norte do país palco de confrontos entre jiadistas, segundo fontes locais.

“Há pelo menos 40 civis mortos, em três locais diferentes” ao redor de Tessit, a poucas dezenas de quilómetros das fronteiras com o Burkina Faso e o Níger, disse um responsável civil deste setor, que pediu para não ser identificado, citado pela agência AFP.

A fonte acrescentou que se trata de uma avaliação provisória, porque as informações disponíveis são poucas e trata-se de uma área remota e perigosa, com testemunhas ainda espalhadas. “São civis que foram acusados ​​por um grupo de cumplicidade com outro” grupo jiadista, disse.

Dois residentes em Tessit, que vivem em Gao e Bamaco e cujas identidades também são mantidas em segredo pela AFP, confirmaram a extensão dos incidentes depois de poderem falarem com sobreviventes em fuga.

Moussa Ag Acharatoumane, porta-voz de um grupo de formações armadas no norte, o Quadro Estratégico Permanente (CSP, na sigla em francês), coincidiu nas informações disponíveis.

Os factos ocorreram na chamada área das Três Fronteiras, um dos centros de violência que abala o Sahel. O [grupo ‘jihadista’] Estado Islâmico do Grande Saara (EIGS) e o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), uma aliança de movimentos armados pertencentes à Al-Qaida, são particularmente ativos lá nessa região.

Além de atacar exércitos nacionais ou estrangeiros, travam uma guerra territorial desde 2020. Tessit, uma cidade rural na região de Gao, foi palco desse tipo de combates nas últimas semanas.