Internacional

Ucrânia: Iminente o envio de tropas americanas para a Europa com a diplomacia ainda em jogo

29 janeiro 2022 10:47

Estados Unidos vão enviar em breve um contingente militar para países da Europa de Leste membros da NATO

29 janeiro 2022 10:47

O Pentágono avisou na sexta-feira que a Rússia tem tropas suficientes na fronteira perto da Ucrânia para invadir todo o país e que, caso acontecesse, um ataque russo não necessitaria de grandes anúncios.

Naquela mesma tarde, o Presidente russo, Vladimir Putin, manifestou ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, a sua vontade de trabalhar com o Ocidente para evitar o conflito, apesar de o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, ter dito que as possibilidades de resposta de Putin podem ir do “atos políticos provocadores como o reconhecimento de territórios separatistas” à “tomada de cidades e territórios significativos”.

“Não acreditamos que o Presidente Putin tenha tomado a sua decisão final quanto ao uso de forças contra a Ucrânia”, disse Lloyd Austin aos orgãos de comunicação social. Porém, “é claro que ele agora tem esse possibilidade”, concluiu, citado pelo “The Hill”. 

O Presidente Joe Biden anunciou também na sexta-feira a partir da Base Conjunta de Andrews que os Estados Unidos estavam a considerar o envio, a curto prazo, de um contingente de tropas para países da Europa de Leste pertencentes à NATO. 

“Vou enviar tropas para a Europa de Leste para países da NATO num curto prazo”, declarou aos repórteres no regresso de uma deslocação a Pittsburgh. “Não muitos”, acrescentou, citado pela AP. 

O Pentágono colocou 8500 efetivos militares em alerta para um possível envio de tropas para a Europa de Leste a maioria das quais se destinam a juntar-se à força de resposta rápida naquela região europeia. 

Do lado dos Estados Unidos fala-se na possibilidade de imporem novas sanções económicas à Rússia caso voltem a invadir a Ucrânia. O próprio Presidente Biden e a sua administração têm mantido contactos nas últimas semanas com parceiros europeus com o fim de promover a unidade numa resposta firme a uma eventual incursão russa. Ao mesmo tempo, tem sido oferecida uma alternativa diplomática a Moscovo.

Os democratas da Câmara dos Representantes estão a aprontar uma lei que ampliaria a ajuda militar à Ucrânia preparando, ao mesmo tempo os termos das sanções económicas à Rússia, lê-se na edição diária, “Espresso”, da revista “The Economist”. Seriam atribuídos à ajuda à Ucrânia $500 milhões, uma subida dos $412 milhões atribuídos em 2021, bem como um aumento em armamento e dinheiro para os esforços de contra-propaganda. No caso de invasão da Ucrânia, a lei prevê sanções ao próprio Presidente russo, entre outras figuras de topo russas, e ao Nord Stream 2, o gasoduto da Rússia para a Alemanha.  

O Senado, dominado pelos republicanos, trabalha num documento semelhante que, segundo o “Espresso”, imporia sanções ao Nord Stream 2 de imediato, antes de qualquer eventual ataque.