Internacional

Ucrânia. Rússia acusa Estados Unidos de alimentar a tensão

25 janeiro 2022 11:55

Grupo de civis voluntários ucranianos recebe treino militar numa floresta de Kiev FOTO: Sean Gallup/Getty Images

O Kremlin disse estar de olho nas movimentações militares norte-americanas “com grande preocupação”. Em causa está a colocação em estado de alerta de 8500 militares norte-americanos

25 janeiro 2022 11:55

A Rússia fez saber esta terça-feira que está vigilante em relação às movimentações militares dos Estados Unidos, a quem acusa de estar a contribuir para a escalada da tensão em torno da Ucrânia. “Observamos estas ações dos Estados Unidos com grande preocupação”, reagiu Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, a sede do Governo russo.

Em causa está a intensificação do estado de alerta de 8500 militares norte-americanos para a necessidade de terem de ser mobilizados para a Europa, decretada por Washington na segunda-feira. A medida coincidiu com um anúncio semelhante por parte da NATO relativamente às suas forças estacionadas na Europa e ao reforço do seu dispositivo no leste europeu com mais navios e caças.

A Rússia, que se estima ter concentradas cerca de 100 mil tropas junto à fronteira com a Ucrânia, qualificou as movimentações ocidentais como “histeria”. Entre os membros da NATO, teme-se que Moscovo possa estar a planear uma invasão da Ucrânia, à semelhança do que aconteceu em 2014, tendo anexado a península da Crimeia.

O porta-voz do Kremlin confirmou ainda que o Presidente russo, Vladimir Putin, tem uma conversa agendada com o homólogo francês, no final da semana. Segundo a agência AFP, Emmanuel Macron planeia conversar também com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

Esta quarta-feira, a diplomacia tentará, mais uma vez, desbravar caminho, em Paris. Está previsto um encontro entre responsáveis russos, ucranianos, franceses e alemães.