Internacional

Arma hipersónica chinesa disparou míssil sobre o mar do sul da China

21 novembro 2021 19:41

Presidente chinês Xi Jinping pode enfrentar um período de "quase estagnação"

carlos garcia rawlins/reuters

Arma que a China testou em julho é mais avançada do que aquelas que estão a ser desenvolvidas pelos Estados Unidos ou Rússia, avança o “Financial Times”. Míssil foi disparado a uma velocidade cinco vezes superior à velocidade do som

21 novembro 2021 19:41

A China disparou uma arma hipersónica em julho, com uma tecnologia que permitia disparar um míssil a uma velocidade cinco vezes superior à velocidade do som, noticiou este domingo o “Financial Times”. Até à data, nenhum outro país o tinha conseguido.

O avanço chinês em armas hipersónicas com capacidade nuclear apanhou de surpresa os especialistas da Darpa, a Agência de Projetos de Investigação Avançada de Defesa dos Estados Unidos (EUA), que não conseguiram perceber o propósito do míssil nem de que forma a China desafiou as leis da física ao dispará-lo a uma velocidade hipersónica. Mas sabem agora que o veículo terá disparado um outro míssil a meio do voo para o mar do Sul da China - um território disputado que tem sido palco de intensas tensões geopolíticas.

Alguns especialistas acreditam que este era um míssil ar-ar, outros que se destinava a destruir sistemas de defesa antimísseis para que a arma hipersónica não seja atingida em tempo de guerra.

Tanto a Rússia como os EUA têm desenvolvido armas hipersónicas há vários anos, mas a tecnologia chinesa é, de acordo com os especialistas ouvidos pelo “Financial Times”, bastante mais desenvolvida do que a do Kremlin ou do Pentágono. Além destes dois países, pelo menos outros cinco países estão a trabalhar em tecnologia hipersónica, entre eles a Coreia do Norte.

“Este desenvolvimento é preocupante, como deveria ser para todos os que procuram a paz e a estabilidade na região e além dela”, declarou ao jornal um porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA. “Isto tem também que ver com a nossa preocupação sobre qual a capacidade militar da República Popular da China.”

O veículo hipersónico que disparou o míssil foi projetado no espaço a partir de um sistema de bombardeio orbital que consegue sobrevoar o Pólo Sul. Este é também um ponto que preocupa os especialistas norte-americanos, porque permitiria a Pequim evitar as defesas dos mísseis dos EUA, que geralmente estão voltadas para mísseis que vêm do Pólo Norte.