Internacional

Calais. Eterno temporário

7 novembro 2021 23:13

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

em Calais

Jornalista

José Fernandes

José Fernandes

em Calais

Fotojornalista

A distribuição de água, comida e energia é feita quase exclusivamente por ONG em locais fixos e acessíveis a todas as pessoas

A “selva” foi fechada há cinco anos. Hoje as pessoas continuam a chegar ao Norte de França para atravessarem para o Reino Unido

7 novembro 2021 23:13

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

em Calais

Jornalista

José Fernandes

José Fernandes

em Calais

Fotojornalista

Há uma cicatriz no braço de Rezan, começa no pulso e vai até ao cotovelo. Foi uma tatuagem, o desenho de uma cruz cristã que lhe foi arrancado do corpo pelo pai muçulmano. Tem 22 anos, é curdo do Irão e diz que tem um “problema”. Fez uma promessa ao Expresso: “Amanhã encontro-vos às 10 horas.” Hoje são 10 horas e Rezan não apareceu. Onde está Rezan?

Estamos em Grande-Synthe, entre Calais e Dunquerque, no Norte de França. Diz quem sabe que ali é mais fácil passar para o Reino Unido. Isso é o que querem todas as 800 pessoas que aqui dormem. Rezan é uma delas. Pelo menos era: onde estará Rezan?