Internacional

Eleitores em Mineápolis votam contra desmantelamento do departamento de polícia

3 novembro 2021 10:12

mario tama/getty images

Os eleitores de Mineápolis, cidade do estado norte-americano do Minnesota onde foi morto George Floyd, rejeitaram nas urnas uma proposta de desmantelamento do departamento de polícia local

3 novembro 2021 10:12

Os eleitores da cidade de Mineápolis rejeitaram, terça-feira, uma proposta de desmantelamento do departamento de polícia local. Esta iniciativa foi motivada por protestos antirracistas na sequência do homicídio do afroamericano George Floyd, em maio de 2020, asfixiado por um agente da polícia.

A proposta, rejeitada terça-feira em referendo por 56% dos votantes, procurava substituir a força policial local por uma nova agência de segurança pública que respondesse às crises sem violência, como primeira opção.

O principal grupo afroamericano dos Estados Unidos, a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP), argumentou que o desmantelamento da força policial era necessário para pôr fim à violência contra os negros e pacificar Mineápolis, quase 18 meses após a morte de Floyd.

Outros grupos opuseram-se à medida, por considerarem que teria impacto negativo nas comunidades já atingidas pela violência, sobretudo quando os homicídios na cidade estão em cifras nunca vistas desde os anos 90.

Uma morte que indignou o país

Dois democratas progressistas de destaque nacional, a legisladora Ilhan Omar e o procurador-geral do Minnesota, Keith Ellison, apoiaram a proposta. Outros membros do mesmo partido, mais centristas, rejeitaram-no, incluindo a senadora Amy Klobuchar, eleita por aquele Estado.

Floyd perdeu a vida em 25 de maio de 2020, quando quatro agentes tentaram prendê-lo por alegadamente ter utilizado uma nota falsa para pagar numa loja. Durante a detenção, o polícia Derek Chavin prendeu-o ao chão durante mais de nove minutos, pressionando o seu joelho contra o pescoço até Floyd parar de respirar. A morte desencadeou os maiores protestos contra o racismo no país desde o assassinato de Martin Luther King Jr. no final dos anos 60.