Internacional

Taiwan. Ambiguidade e paciência estratégicas

30 outubro 2021 22:44

António Caeiro

Bandeira da República da China, também designada de Taiwan, mostrada durante uma celebração alusiva ao dia nacional do território, a 10 de outubro

alberto buzzola / getty images

Pequim aperta o cerco, mas aposta na reunificação pacífica... por agora

30 outubro 2021 22:44

António Caeiro

O filme “A Batalha do Lago Changjin”, estreado este mês na China, é o maior êxito do cinema mundial em 2021. Segundo a imprensa local, em duas semanas faturou mais de cinco mil milhões de yuans (€675 milhões). A ação passa-se na península coreana, durante a Guerra de Resistência à Agressão Americana e Ajuda à Coreia. Morreram cerca de 197 mil soldados chineses, mas a dura batalha do título, no outono de 1950, saldou-se por um recuo dos Estados Unidos.

Enquanto o público enchia salas de cinema, dezenas de caças e bombardeiros chineses irromperam pelo espaço aéreo de Taiwan, a ilha onde se refugiou o Governo da antiga República da China depois de os comunistas terem tomado o poder no continente, em 1949. É “o pior momento dos últimos 40 anos”, disse o ministro da Defesa taiwanês, Chiu Kuo-cheng. Pequim advoga a “reunificação pacífica”, mas admite “usar a força” se a ilha declarar a independência.