Internacional

Migrações: quatro crianças morrem em naufrágio ao largo da ilha grega de Chios

26 outubro 2021 15:46

Operação de salvamento na ilha grega de Chios

dimitris vouchouris

Quatro crianças entre os três e 14 anos morreram hoje "tragicamente, apesar dos esforços da guarda costeira helénica", que tentou salvar uma embarcação precária com 27 migrantes de um naufrágio junto à ilha grega de Chios

26 outubro 2021 15:46

Quatro crianças morreram hoje no naufrágio de uma embarcação precária que transportava 27 migrantes junto à ilha grega de Chios, anunciou o ministro grego das migrações, admitindo que há ainda pelo menos um desaparecido.

Notis Mitarachi disse que 22 das 27 pessoas que estavam a bordo da embarcação foram salvas.

"Tragicamente, apesar dos esforços da guarda costeira helénica, quatro crianças, com idades entre 3 e 14 anos, morreram", escreveu Mitarachi numa mensagem na rede social Twitter.

Acusações à Turquia

O ministro acusou a vizinha Turquia de não cumprir os termos do acordo de 2016 com a União Europeia.

"As autoridades turcas devem fazer mais para prevenir a exploração por redes criminosas na fonte. Estas viagens nunca deveriam ser permitidas", acrescentou Mitarachi.

A Turquia argumenta que acolhe o maior número de refugiados no mundo, cerca de quatro milhões, e diz que a União Europeia tem sido lenta a cumprir as promessas de ajuda financeira.

Operação de salvamento na Grécia

As autoridades gregas lançaram hoje uma operação de salvamento ao largo da ilha de Chios após o naufrágio de uma embarcação com 27 migrantes a bordo.

A operação de salvamento conta com o apoio de um navio da NATO, dois helicópteros e várias embarcações privadas que navegam naquela zona do mar Egeu.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais de 2500 pessoas atravessaram este ano o mar Egeu desde a vizinha Turquia, contra 9700 em 2020, ano em que a organização registou mais de 100 mortos ou desaparecidos.

A Grécia era a principal porta de entrada de migrantes e refugiados na União Europeia na crise de 2015-16, mas o número de entradas diminuiu nos últimos dois anos, em parte devido a medidas de policiamento mais rigorosas.