Internacional

Lituânia vai cercar fronteira com a Bielorrússia com arame farpado para impedir a entrada de migrantes a

13 setembro 2021 22:50

Protesto contra a entrada de migrantes, na capital da Lituânia, Vilnius, dia 29 de julho de 2021. Mais de 3000 pessoas chegaram em pouco mais de dois meses

paulius peleckis/getty images

Para manter os migrantes afastados, a Lituânia vai cercar com arame farpado os primeiros 110 quilómtetros da fronteira com a Bielorrússia. Os trabalhos começam já este mês e devem terminar em abril

13 setembro 2021 22:50

Os trabalhos no primeiro troço de vedação ao longo da fronteira da Bielorrússia começam já este mês e devem terminar em abril de 2022, anunciou o governo lituano esta segunda-feira. O objetivo é o de manter os migrantes afastados e, para isso, um troço de 110 quilómetros vai começar por ser coberto com arame farpado.

Mais de 4100 migrantes, na grande maioria oriundos do Médio Oriente e da Ásia, entraram na Lituânia durante 2021. O governo lituano quer evitar que este número aumente e, neste sentido, entregou a construção do primeiro troço da vedação da fronteira à empresa estatal EPSO-G, num custo que ronda os 36 milhões de euros, escreve a agência “Reuters”.

A vedação terá arame farpado no topo e uma altura de quatro metros, segundo um porta-voz da EPSO-G. Seis rolos adicionais de arame farpado serão colocados entre a fronteira e a cerca.

Os restantes 400 quilómetros da estrutura deverão estar terminados até setembro de 2022, sendo que as partes com rios e lagos não serão vedadas. No total, a fronteira estende-se por 670 quilómetros.

A questão dos migrantes na Lituânia tem gerado alguma tensão na União Europeia. A UE acusa o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko de enviar migrantes através da fronteira em retaliação por sanções impostas a Minsk, na sequência de uma repressão contra a oposição política.

Além disso, o ministro da Defesa da Lituânia, Arvydas Anusauskas, acusou a Rússia de trabalhar com a Bielorrússia: "Estamos convencidos de que, desde o início, a Bielorrússia coordenou as suas ações com a Rússia".