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Internacional

Golpe de estado no Mali. “Trata-se de ter acesso ao quinhão e de dividir o quinhão”

20.08.2020 às 12h32

Durante semanas os malianos protestaram contra o Governo e a corrupção instituída. Um dia, os militares apontaram as armas ao Presidente, este abandonou o cargo horas depois, demitindo o Governo e o Parlamento de caminho, para que “não corresse sangue” por sua causa. Foi na terça-feira. E agora, Mali? Como passar esta “fase de incerteza” em que a região e o mundo condenam o golpe e os militares prometem eleições?

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Alguém fica sempre contente com os golpes de Estado, como aqui se testemunha nas ruas de Bamako, capital do Mali, um dia após a deposição do Presidente Ibrahim Keita

H.DIAKITE/EPA

As fotografias publicadas nos meios de comunicação internacionais praticamente não diferem das que ilustraram golpes de Estado anteriores ou até noutros países: militares fardados a rigor em grande número, de armas em punho, enchem viaturas prontas a avançar sobre as instituições nacionais assim a resistência venha a exigi-lo.