Golpe de estado no Mali. “Trata-se de ter acesso ao quinhão e de dividir o quinhão”
20.08.2020 às 12h32
Durante semanas os malianos protestaram contra o Governo e a corrupção instituída. Um dia, os militares apontaram as armas ao Presidente, este abandonou o cargo horas depois, demitindo o Governo e o Parlamento de caminho, para que “não corresse sangue” por sua causa. Foi na terça-feira. E agora, Mali? Como passar esta “fase de incerteza” em que a região e o mundo condenam o golpe e os militares prometem eleições?
Alguém fica sempre contente com os golpes de Estado, como aqui se testemunha nas ruas de Bamako, capital do Mali, um dia após a deposição do Presidente Ibrahim Keita
H.DIAKITE/EPA
As fotografias publicadas nos meios de comunicação internacionais praticamente não diferem das que ilustraram golpes de Estado anteriores ou até noutros países: militares fardados a rigor em grande número, de armas em punho, enchem viaturas prontas a avançar sobre as instituições nacionais assim a resistência venha a exigi-lo.
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