Internacional

Justiça espanhola volta a emitir mandado de detenção europeu contra Puigdemont

14 outubro 2019 13:20

olivier hoslet/epa

O Supremo Tribunal espanhol aceitou o pedido do Ministério Público para extraditar Carles Puigdemont cerca de quatro horas após ter condenado nove líderes catalães a penas de nove a 13 anos de prisão

14 outubro 2019 13:20

O Supremo Tribunal espanhol voltou esta segunda-feira a emitir um mandado de detenção europeu contra Carles Puigdemont. A decisão – que deu luz verde a um pedido do Ministério Público para extraditar o ex-presidente do governo catalão –, ocorre cerca de quatro horas após o Supremo Tribunal ter condenado nove líderes catalães a penas de nove a 13 anos de prisão.

O juiz Pablo Llarena voltou a solicitar a emissão do mandado de detenção europeu contra Puigdemont por sedição e desvio de fundos públicos, depois de ter recuado em julho nessa decisão após a Alemanha se ter recusado a extraditar o antigo presidente do governo catalão.

Cerca de uma semana depois da decisão do tribunal alemão de Schleswig-Holstein, a Justiça espanhola rejeitou a extradição de Carles Puigdemont. O juiz do Supremo Tribunal espanhol, Pablo Llarena, manifestou-se em desacordo com a acusação imputada ao ex-líder catalão de crime de peculato e não o delito de rebelião, o mais grave segundo a acusação da justiça espanhola.

O magistrado lamentou na altura a “indevida intromissão” por parte do tribunal germânico, sublinhando que a sua decisão poderia ter “abalado a ordem constitucional espanhola”.

Carles Puigdemont foi afastado da presidência do governo regional da Catalunha em outubro de 2017, depois de ter proclamado uma República catalã independente na sequência do referendo sobre a independência que teve lugar no primeiro dia desse mês. No dia 28 de outubro, o antigo líder catalão fugiu para a Bélgica onde continua exilado até hoje.

Em março de 2018, o ex-presidente do executivo catalão foi detido pelas autoridades alemãs quando viajava de carro na fronteira com a Dinamarca rumo à Bélgica, saindo depois em liberdade sob fiança.