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Boris Johnson será “o último primeiro-ministro do Reino Unido”: líder dos nacionalistas escoceses exige novo referendo para a independência

25 julho 2019 17:49

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Numa carta endereçada ao novo primeiro-ministro britânico, a líder do Partido Nacionalista Escocês Sturgeon previu que Johnson será “o último primeiro-ministro do Reino Unido”

25 julho 2019 17:49

A chegada de Boris Johnson ao governo levou a chefe do governo autónomo escocês, Nicola Sturgeon, a exigir vigorosamente um novo referendo sobre a independência da província britânica.

Numa carta endereçada ao novo primeiro-ministro britânico, a líder do Partido Nacionalista Escocês Sturgeon previu que Johnson será" o último primeiro-ministro do Reino Unido" (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) e afirmou ser "mais importante do que nunca" que a Escócia tenha uma alternativa para o 'Brexit'.

Em abril passado, o governo escocês anunciou a intenção de promover um novo referendo de independência para a Escócia antes do final da atual legislatura em 2021, procurando inverter o resultado da consulta feira em 2014, quando 55% dos eleitores se opuseram à independência escocesa.

Em 2016, no referendo sobre o 'Brexit', 62% dos escoceses apoiaram a permanência na União Europeia, algo que Sturgeon considerou um argumento para a Escócia ter um estatuto diferente.

Brexit extingue 100 mil postos de trabalho na Escócia

Um estudo recente do governo escocês estimou que um 'Brexit' sem acordo poderia resultar na perda de 100.000 postos de trabalho na Escócia.

No entanto, o chefe do executivo britânico defendeu hoje, durante o seu primeiro discurso na Câmara dos Comuns, que se o Reino Unido fosse capaz de executar um 'Brexit' razoável, o Partido Nacionalista Escocês (SNP) ficaria sem argumentos para pedir um novo referendo.

"Eles continuariam a dizer seriamente que a Escócia deve aderir ao euro? Será que eles realmente argumentam que a Escócia se deve submeter a toda a panóplia das leis europeias?", questionou.

O líder dos nacionalistas escoceses no parlamento de Westminster, Ian Blackford, respondeu a Johnson, insistindo que Sturgeon tem sido clara que "irá rever o calendário do segundo referendo da independência" e acrescentou que "a Escócia não apoiará as decisões tomadas por charlatões".