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Pelo menos 700 vítimas, 380 acusados. Igreja Batista norte-americana envolvida em escândalo de abuso sexual

Encontro anual de verão, em Louisiana, EUA, de membros de várias igrejas batistas (EPA)

O porta-voz da Igreja Batista do Sul, Sing Oldham, garante que “as igrejas têm sido chamadas a relatar às autoridades todas as suspeitas sobre abusos sexuais”, acrescentando também que “têm sido criados recursos para as igrejas protegerem da melhor forma os seus fiéis”

Durante mais de 20 anos, pelo menos 380 homens ligados à Igreja Batista do Sul, nos Estados Unidos, abusaram sexualmente de 700 dos seus fiéis. São as conclusões de uma extensa investigação de dois jornais texanos, o Houston Chronicle e o San Antonio, que analisaram documentos dos tribunais federais e estaduais dos Estados Unidos, bem como registos de estabelecimentos prisionais e documentos oficiais provenientes de mais de 20 estados.

Dos 380 homens identificados, 220 foram acusados, ou chegaram a acordo com as vítimas. Dos 220, 90 estão ainda a cumprir pena de prisão e 100 fazem parte do registo norte-americano de abusadores sexuais. A lista inclui todo o tipo de pessoas ligadas à igreja: pastores, diáconos, voluntários, professores de catequese e organizadores de eventos religiosos.

Segundo a CNN, algumas das vítimas foram obrigadas a abortar e outras a perdoar os agressores sexuais, para poderem manter as suas rotinas religiosas próprias da congregação batista. Outras repetidamente assediadas, e mesmo violadas, como foi o caso de um menino de três anos, mostram os registos recolhidos pela investigação dos jornais.

O presidente da congregação religiosa, J.D. Greer, não respondeu às questões colocadas pelos jornais norte-americanos mas, numa série de tweets, considerou as acusações como “pura maldade” e garantiu que “a segurança das vítimas é mais importante do que a reputação da igreja”.

O porta-voz da Igreja Batista do Sul, Sing Oldham, garante que “as igrejas têm sido chamadas a relatar às autoridades todas as suspeitas sobre abusos sexuais”, acrescentando também que “têm sido criados recursos para as igrejas protegerem da melhor forma os seus fiéis”.