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Advogado de dirigentes catalães questiona “imparcialidade” de juízes

EMILIO NARANJO / POOL

“Peço-vos que sejam juízes e não salvadores da pátria”, apelou o advogado de Jordi Sànchez, Jordi Turul e Josep Rull

Jordi Pina, o advogado de Jordi Sànchez, Jordi Turul e Josep Rull, colocou esta terça-feira em causa a “imparcialidade” do coletivo que vai julgar os dirigentes independentistas acusados de estar envolvidos na tentativa de secessão da Catalunha, em outubro de 2017.

“É minha obrigação denunciar aquilo que objetivamente acredito ter ocorrido. Não considero ofensivo, é necessário que todos reflitam sobre as circunstâncias que levam a temer quanto à necessária imparcialidade” do tribunal, afirmou Jordi.

O advogado pediu também que o julgamento não seja realizado no Tribunal Supremo, defendendo o direito dos arguidos a uma segunda instância e a uma “proteção judicial efetiva”.

Dirigindo-se diretamente ao coletivo de juízes, deixou um apelo: “Peço-vos que sejam juízes e não salvadores da pátria”.

Num processo que se prevê poder demorar três meses, o Ministério Público pediu penas que vão até 25 anos de prisão contra os acusados, por alegados delitos de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.