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Dirigente público é principal arguido do ataque com ácido a ativista ucraniana. Pouco antes de morrer, Kateryna gravou um vídeo

NurPhoto/Getty

Depois de mais de uma dezena de operações, acabou por não sobreviver aos ferimentos, mas a Ucrânia não se esquece dela. Já foram organizadas dezenas de vigílias e várias manifestações

Os procuradores ucranianos já entregaram a acusação mas o país inteiro desconfia que este caso venha a ter um desfecho diferente de todos os outros. Kateryna , 33 anos, ativista contra a corrupção, morreu com queimaduras por todo o corpo depois de ter sido atacada com quase um litro de ácido, vertido sobre o seu corpo enquanto caminhava para o emprego, em julho, na cidade de Kherson, no sul do país.

Depois de mais de uma dezena de operações, acabou por não sobreviver aos ferimentos, mas a Ucrânia não se esquece dela. Já foram organizadas dezenas de vigílias e várias manifestações onde vários cidadãos seguraram cartazes com as fotografias do corpo da ativista, totalmente queimado.

Num vídeo gravado pouco antes da sua morte (as imagens podem ser perturbadoras para alguns leitores), Kateryna Hankzyuk chama a atenção para os nomes de todos os ativistas pelos direitos humanos que sofreram ataques - alguns deles resultado em morte - apenas por defenderem as suas ideias, sem que ninguém tenha sofrido consequências destes atos.

Vladyslav Manger, presidente da assembleia regional de Kherson, foi acusado de organizar o crime e mais cinco pessoas foram detidas mas a equipa de defesa de Manger garante que não há provas contra ele. A acusação diz que Manger ordenou o ataque porque “estava contra a posição ‘anti-desflorestação’” defendida por Kateryna Hankzyuk mas o próprio negou conhecer a ativista, ou ter alguma coisa contra ela e revelou-se “totalmente disponível para colaborar com as autoridades”.

Só em 2018, escreve a BBC, mais de 50 ativistas sofreram ataques na Ucrânia. Cinco morreram.