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Internacional

Brexit sem acordo pode pôr em risco 100 mil empregos na Alemanha

ALEMANHA - O maior exportador europeu quase ficou em primeiro lugar graças a melhorias significativas ao nível do valor acrescentado das suas indústrias e à intensidade da investigação. Um desempenho alavancado, sobretudo, por gigantes como a Volkswagen AG, a Robert Bosch GmbH e a Daimler.

Alexander Koerner

A indústria automóvel seria a mais afetada na eventualidade de o Reino Unido sair da Europa sem qualquer acordo comercial com os restantes países do bloco. Conclusões são de um grupo de economistas do Instituto Halle de Investigação Económica

Mais de 100 mil postos de trabalho podem estar em risco na Alemanha se o Reino Unido sair da União Europeia sem qualquer acordo - e as regiões mais afetadas serão aquelas onde a indústria automóvel emprega mais pessoas. As conclusões são de um grupo de economistas do Instituto Halle de Investigação Económica, uma influente organização sem fins lucrativos que estuda o impacto económico das mudanças políticas na Europa.

A pergunta colocada pelos investigadores é relativamente simples: “O que é que aconteceria se as importações do Reino Unido caíssem 25% como consequência de uma saída sem acordo?”. A resposta é que é bem mais complexa. Depois de encontrada a fórmula, os economistas tentaram aplicá-la às 401 regiões alemãs e descobriram que seria o setor automóvel o mais afetado - e a cidades de Wolfsburg, no centro do país, sede da Volkswagen, uma das mais afetadas.

A região de Dingolfing-Landau, na Bavária, onde está situada a fábrica da BMW também teria que lidar com um impacto particularmente duro de um cenário sem acordo. Os 100 mil empregos de que fala este estudo, divulgado esta segunda-feira pela agência Associated Press, não seriam necessariamente suprimidos mas a redução de horas, as paralisações, as renegociações de contratos são tudo realidades em cima da mesa.

Uma saída sem acordo, segundo este estudo, significaria a imposição de uma tarifa de 10% sobre as peças de automóveis e os carros importados, o que acrescentaria custos ao consumidor, dissuadindo a compra.

Há pelos menos 15 mil empregos diretamente ligados ao comércio com o Reino Unido apenas nesta indústria.