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Compadrio e ‘portas giratórias’ ajudam a explicar tragédia no Brasil

Bombeiro numa pausa nas operações de salvamento em Brumadinho

LINCON ZARBIETT I/ GETTY IMAGES

Na barragem de Brumadinho, propriedade da maior produtora de ferro do mundo, morreram 110 pessoas. Promiscuidade entre políticos e empresas enfraquece supervisão

A promiscuidade entre o poder político e as grandes empresas mineiras, aliada ao próprio modelo de exploração de recursos, explica em boa parte a tragédia de Brumadinho, no estado de Minas Gerais, onde pelo menos 110 pessoas morreram na sequência do colapso de uma barragem. A fatura negra do acidente ocorrido na barragem da Vale, a maior produtora e exportadora mundial de minério de ferro, inclui ainda 257 desaparecidos.

A catástrofe ocorreu cerca de três anos após a rutura da barragem de Mariana, também propriedade da Vale, em Minas, que provocou 19 mortos e foi considerada o maior crime ambiental do Brasil. Um ano antes de Mariana, nas eleições de 2014 — as últimas em que houve financiamento privado —, a Vale distribuiu 79,3 milhões de reais (cerca de €19 milhões) por campanhas de políticos de todos os campos partidários. Os valores referem-se a campanhas a nível estadual, federal e para governadores e são revelados pela investigadora Raquel Giffoni Pinto no seu livro “A Questão Mineral no Brasil”.

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