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Confrontos em Paris e Bourges. Coletes amarelos não desistem

THOMAS SAMSON

Manifestações do ATO 9 dos coletes amarelos decorreram com calma durante a manhã. Mas eclodiram confrontos desde o início da tarde em Paris e, novidade, também em Bourges, no centro geográfico da França, que conheceu hoje a primeira grande manifestação deste tipo

Os coletes amarelos não desistem. Apesar das ameaças diretas de repressão da parte das autoridades (reiteradas durante toda a semana) e da forte presença policial (80 mil agentes mobilizados em todo o país) as manifestações do ATO 9, o nono sábado consecutivo de mobilização dos “coletes”, voltaram a reunir hoje em França milhares de pessoas.

Desde as 14h30 (13h30 em Portugal continental) verificam-se confrontos em Paris, na praça da Étoile (Arco do Triunfo), e também em Bourges. Nesta pequena cidade do centro geográfico do hexágono francês, cinco mil “coletes” (números da polícia), concentraram-se para um desfile organizado pela “França em cólera”, uma das fações mais fortes e organizadas do movimento inédito de protesto nascido na internet.

Em toda a França decorrem desfiles em diversas cidades do país e os manifestantes são sem dúvida numerosos.

A polícia procedeu a detenções preventivas antes do início das concentrações de hoje, mas mesmo assim a presença dos “coletes” nas ruas de França é bastante significativa.

O Governo e o Presidente Emmanuel Macron apostavam numa desmobilização e no controlo policial das manifestações para poder lançar, com calma, na próxima semana, o anunciado “debate nacional” sobre as suas revindicações. Mas não é isso que se verifica na tarde de hoje.

Apesar da violência (mais de dois mil feridos em dois meses) e da repressão (centenas de detidos em igual período) que têm marcado quase todas as ações dos “coletes”, estes não desistem.

Mais de dois meses depois do início do movimento, parece evidente que a resposta policial não parece chegar para o travar.

O Presidente Macron anunciou que na segunda-feira escreverá uma carta aos franceses para enquadrar o “debate nacional”. Mas os “coletes” diziam hoje nas ruas que não acreditam nessa iniciativa.

“O Presidente sabe o que queremos: aumentos das pensões e dos salários mais baixos, o Referendo de Iniciativa Cidadã, a redução do número de deputados, o fim do Senado e dos privilégios, reposição do Imposto sobre a Fortuna e o sistema proporcional nas eleições”, dizia ao Expresso um “colete” quando um dos desfiles parisienses atravessava ao meio dia a praça da Bastilha em direção à zona dos Campos Elísios, onde se continuavam a verificar confrontos cerca das 16h locais (uma hora a menos em Lisboa).

“Não é preciso debate, o que ele quer é dar-nos tanga, nós não participamos”, acrescentou o manifestante.

Pouco depois do meio-dia, a polícia contabilizava oficialmente 32 mil manifestantes em França, oito mil deles em Paris. 82 pessoas tinham sido detidas até essa hora.

Os coletes amarelos não desistem. Apesar das ameaças diretas de repressão da parte das autoridades (reiteradas durante toda a semana) e da forte presença policial (80 mil agentes mobilizados em todo o país) as manifestações do ATO 9, o nono sábado consecutivo de mobilização dos “coletes”, voltaram a reunir hoje em França milhares de pessoas.

Desde as 14h30 (13h30 em Portugal continental) verificam-se confrontos em Paris, na praça da Étoile (Arco do Triunfo), e também em Bourges. Nesta pequena cidade do centro geográfico do hexágono francês, cinco mil “coletes” (números da polícia), concentraram-se para um desfile organizado pela “França em cólera”, uma das fações mais fortes e organizadas do movimento inédito de protesto nascido na internet.

Em toda a França decorrem desfiles em diversas cidades do país e os manifestantes são sem dúvida numerosos.

A polícia procedeu a detenções preventivas antes do início das concentrações de hoje, mas mesmo assim a presença dos “coletes” nas ruas de França é bastante significativa.

O Governo e o Presidente Emmanuel Macron apostava numa desmobilização e no controlo policial das manifestações para poder lançar, com calma, na próxima semana, o anunciado “debate nacional” sobre as suas revindicações. Mas não é isso que se verifica na tarde de hoje.

Apesar da violência (mais de dois mil feridos em dois meses) e da repressão (centenas de detidos em igual período) que têm marcado quase todas as ações dos “coletes”, estes não desistem.

Mais de dois meses depois do início do movimento, parece evidente que a resposta policial não parece chegar para o travar.

O Presidente Macron anunciou que na segunda-feira escreverá uma carta aos franceses para enquadrar o “debate nacional”. Mas os “coletes” diziam hoje nas ruas que não acreditam nessa iniciativa.

“O Presidente sabe o que queremos: aumentos das pensões e dos salários mais baixos, o Referendo de Iniciativa Cidadã, a redução do número de deputados, o fim do Senado e dos privilégios, reposição do Imposto sobre a Fortuna e o sistema proporcional nas eleições”, dizia ao Expresso um “colete” quando um dos desfiles parisienses atravessava ao meio dia a praça da Bastilha em direção à zona dos Campos Elísios, onde se continuavam a verificar confrontos cerca das 16h locais (uma hora a menos em Lisboa).

“Não é preciso debate, o que ele quer é dar-nos tanga, nós não participamos”, acrescentou o manifestante.

Pouco depois do meio-dia, a polícia contabilizava oficialmente 32 mil manifestantes em França, oito mil deles em Paris. 82 pessoas tinham sido detidas até essa hora.