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Internacional

Síria. Mais de 20 combatentes das Forças Democráticas da Síria foram mortos em ataques

O Daesh chegou a deter uma vasta área no norte do Iraque e da Síria

John Moore/Getty

Os ataques lançados pelo Daesh na noite de domingo durante uma tempestade de areia mataram 23 combatentes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e nove jiadistas do Daesh morreram no ataque, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos

Mais de 20 combatentes foram mortos durante o contra-ataque do grupo extremista Daesh a uma coligação árabe-curda no leste da Síria, informou esta terça-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques lançados pelo Daesh na noite de domingo durante uma tempestade de areia mataram 23 combatentes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e nove jiadistas do Daesh morreram no ataque, de acordo com o OSDH. "Utilizando 'kamikazes', o Daesh lançou contra-ataques mortais contra as FDS em três eixos, especialmente nas aldeias de Soussa e Al-Chaafa", disse à agência noticiosa AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane. Apoiada pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, a também coligação árabe-curda das FDS lançou em setembro uma ofensiva contra um reduto do Daesh na província oriental de Deir Ezzor, não muito longe da fronteira iraquiana.

Nos últimos meses, o avanço das FDS tem diminuído a sua intensidade devido aos contra-ataques dos jiadistas, muitos ocorridos durante os períodos com más condições climatéricas. Entretanto, os combatentes curdos e árabes conquistaram a esmagadora maioria do bastião, forçando os últimos membros do Daesh a fixarem-se num território cada vez menor. No sábado, as FDS retomaram a aldeia de Al-Chaafa, informou o OSDH. Os jiadistas ainda mantêm as aldeias de Soussa, Baghouz e áreas agrícolas vizinhas, de acordo com o OSDH.

Depois de uma ascensão meteórica em 2014 e da conquista de vastos territórios na Síria e no Iraque, o Daesh viu o seu autoproclamado "califado" encolher consideravelmente. Desencadeado em 2011, o conflito sírio já provocou mais de 360.000 de mortes e milhões de deslocados internos e refugiados.