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Internacional

Itália. Quatro recém-nascidos morreram em hospital nos últimos dez dias

Unidade hospitalar diz acreditar que não existe correlação entre os quatro óbitos, mas apenas uma “dramática coincidência”. Autoridades já abriram um inquérito para apurar os casos

Quatro recém-nascidos morreram nos últimos dez dias no hospital de Brescia, no norte de Itália, um caso que está a ser investigado pelas autoridades.

"É necessário esclarecer se existe uma relação entre os casos. É por isso que enviamos inspetores do Ministério para investigar até ao fim", salientou a ministra italiana da Saúde, em comunicado, acrescentando que nos "próximos dias, uma inspeção do Ministério será realizada".

Segundo a agência de notícias Efe, trata-se de quatro bebés que nasceram em dias diferentes e que foram internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital Brescia, um dos maiores do país.

O Ministério da Saúde italiano confirmou a morte de quatro bebés, o último morreu no sábado, na sequência de malformações do sistema respiratório, refere o jornal italiano “La Stampa”. Sabe-se também que um dos bebés morreu devido a uma septicemia, embora não se conheça ainda qual foi a bacteria que causou a infeção generalizada.

De acordo com a agência de notícias France-Presse, o hospital e o Ministério Público também abriram investigações para tentar entender a causa das mortes e está previsto para terça-feira uma autópsia no corpo de um menino que morreu na sexta-feira, devido a uma infeção.

No entanto, a direção da unidade hospitalar diz acreditar que não existe correlação entre os quatro óbitos, mas apenas uma “dramática coincidência”.

A Unidade de Neonatologia do Hospital Brescia foi fechada no último verão devido a uma infeção que provocou a morte de um bebé pela bactéria.

O centro de saúde negou que, nesta ocasião, "os acontecimentos se devam a um surto epidémico infeccioso".

Em comunicado, o hospital explicou que as mortes "ocorreram no espaço de uma semana, mas os quadros clínicos referem-se a diferentes doenças e não parecem estar correlacionados".

O hospital reconheceu ainda que os acontecimentos "merecem clareza" e mostrou "total cooperação" com as autoridades que investigam o caso.