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Colômbia e EUA pretendem reduzir para metade a produção de cocaína até 2023

COLOMBIAN PRESIDENCY PRESS OFFICE/Anadolu Agency/Getty Images

“Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com o aumento do cultivo de coca e da produção de cocaína na Colômbia. Sabemos que temos de fazer a nossa parte para reduzir a procura no nosso país”, disse o secretário de Estado norte-americano. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína e os EUA são os maiores consumidores

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse esta quarta-feira que os EUA estão “profundamente preocupados” com o aumento da produção de folha de coca, a matéria-prima da cocaína, na Colômbia. Num encontro com o Presidente colombiano, Iván Duque, Pompeo anunciou que os dois países tentarão reduzir para metade a produção de cocaína até 2023.

“Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com o aumento do cultivo de coca e da produção de cocaína na Colômbia desde 2013 e o seu impacto em cada um dos nossos dois países”, afirmou Pompeo, ao lado do Presidente Duque, na cidade portuária de Cartagena.

“Sabemos que temos de fazer a nossa parte para reduzir a procura no nosso país”, sublinhou o secretário de Estado americano, enquanto Duque agradeceu aos EUA o apoio na guerra contra as drogas. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína e os Estados Unidos são os maiores consumidores.

Washington tem fornecido cerca de 400 milhões de dólares (352 milhões de euros) todos os anos para ajudar as autoridades de Bogotá a combater os produtores e traficantes de droga.

Área de produção de cocaína no país em 2017 foi a maior alguma vez registada

No mês passado, o Presidente colombiano anunciou que mais de 80 mil hectares de plantações ilícitas foram erradicadas em 2018 e que pretende acabar com mais 100 mil hectares em 2019. No entanto, o país lembra que é preciso mais dinheiro para persuadir os agricultores a mudar para cultivos legais menos lucrativos.

Em setembro do ano passado, o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC, na sigla em inglês) divulgou dados que mostravam que a área de produção de cocaína na Colômbia em 2017 foi a maior alguma vez registada. A área total destinada ao cultivo, cerca de 171 mil hectares, foi estimada em 17% acima da registada no ano anterior.

Segundo a agência da ONU, a região colombiana junto ao Oceano Pacífico é a mais intensamente cultivada. Só o departamento de Nariño, que faz fronteira com o Equador, tem mais terras dedicadas à produção de cocaína do que todo o Peru, que é outro grande país produtor.

  • Agência da ONU alerta para ‘Uberização’ do comércio de cocaína

    Os novos métodos são “sinais claros de um mercado competitivo no qual os vendedores precisam de promover serviços adicionais além do próprio produto, como a entrega rápida em qualquer lugar e a qualquer hora”, sinaliza um relatório da agência da UE anti-drogas. Há também mais gangues e novas formas de marketing e transporte, como centrais telefónicas