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Drones em Gatwick não são ato terrorista mas o distúrbio foi “intencional”

Oli Scarff / Getty Images

A polícia de Sussex acredita que os drones que esta madrugada apareceram a sobrevoar a pista de um dos aeroportos mais concorridos da Europa não tem origem numa motivação terrorista mas foram “usados com intenção de perturbar” o normal funcionamento do aeroporto

Não há qualquer indicação de que o caos causado pelos drones avistados em Gatwick, o segundo maior aeroporto do Reino Unido, tenha sido causado por terroristas mas foi “um ato deliberado”, informou a polícia de Sussex que está à procura dos suspeitos.

No Twitter, a equipa de comunicação de Gatwick disse que, para esta quinta-feira, estavam previstos 760 voos, transportando um total de 100 mil passageiros. A BBC escreve que mais de 10 mil pessoas estão neste momento à espera de informações sobre os seus voos, enquanto nas redes sociais começam a surgir fotografias, vídeos e relatos de passageiros em filas intermináveis, dentro de aviões sem poderem sair e a apanhar autocarros para outros aeroportos.

Estes distúrbios já levaram alguns analistas a pensar em formas de impedir drones de conseguirem aceder ao espaço à volta dos aeroportos. Chris Foxx, especialista em tecnologia da BBC, disse que “podem ser utilizados lasers ou drones maiores armados com redes que possam caçar o drone mais pequeno”.

A Boeing está a estudar a utilização de lasers que conseguem detetar os drones, disparar um raio que aquece a bateria e, assim, fazê-los cair.

Também Alan McKenna, Professor de Direito da Universidade de Kent e especialista no estudo das leis para regular a utilização de drones disse, também à BBC, que o mais provável é que as autoridades comecem a pensar em “soluções elétricas” como aquelas “já aplicadas na prisão de Les Nicolles, em Guernsey” que impedem drones de funcionar numa certa área.

O aeroporto está encerrado há mais de 12 horas depois de, por volta das 21h de quarta-feira, terem sido avistados drones nas imediações da pista. A lei proíbe que sejam operados drones a menos de um quilómetro de qualquer base aérea. Por volta das 3h as portas de embarque reabriram mas seriam fechadas 45 minutos depois, quando um outro aparelho foi avistado perto das pistas.

Muitas aeronaves foram desviadas para outros aeroportos, como Manchester, Luton, Heathrow ou mesmo Paris e Amesterdão, enquanto as autoridades aeroportuárias pediram aos passageiros que contactassem as suas companhias aéreas para se informarem sobre a situação dos voos.