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Venezuela. Partido da oposição diz que deputado detido foi morto, autoridades dizem que se suicidou

JUAN BARRETO/AFP/Getty Images

Fernando Albán foi detido na sequência do que as autoridades afirmam ter sido uma tentativa de assassínio com drones contra o Presidente Nicolás Maduro, em agosto. O procurador-geral afirmou que Albán “pediu para ir à casa de banho e, quando lá chegou, atirou-se do 10.º andar”. O seu partido garantiu que Albán “foi assassinado às mãos do regime”

Manifestantes na Venezuela acusaram esta segunda-feira o Governo de assassinar o deputado da oposição Fernando Albán. As autoridades afirmam que o deputado, que se encontrava detido, se suicidou.

Clamando por justiça, multidões concentraram-se no exterior da sede da principal agência de serviços secretos do país, a Sebin, em Caracas, onde Albán se encontrava preso. O deputado foi detido na sequência do que as autoridades afirmam ter sido uma tentativa de assassínio com drones contra o Presidente Nicolás Maduro.

O ataque ocorreu em agosto, enquanto Maduro falava num evento militar na capital. Sete soldados ficaram feridos, segundo as autoridades, que culparam a oposição venezuelana e a Colômbia pelo ataque. Ambas negaram a acusação.

O procurador-geral Tarek Saab disse à televisão estatal venezuelana que Albán “pediu para ir à casa de banho e, quando lá chegou, atirou-se do 10.º andar”. Já o ministro do Interior Néstor Reverol fez no Twitter um relato diferente do sucedido.

“No momento em que ia ser transferido para o tribunal, encontrando-se na sala de espera do Sebin, atirou-se de uma janela das instalações, caindo no vazio, o que causou a sua morte”, escreveu. O ministro acrescentou que o deputado foi investigado por “atividades desestabilizadoras dirigidas a partir do exterior”.

Albán era um conselheiro municipal de Caracas do partido da oposição Primero Justicia. Em comunicado, o partido garantiu que o seu membro “foi assassinado às mãos do regime de Nicolás Maduro”. O antigo candidato presidencial Henrique Capriles, que também é membro do partido, afirmou, citado pela AFP: “Aqueles de nós que conheciam o Fernando sabem que ele nunca poderia ter agido contra a própria vida.”