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Internacional

1,3 milhões de mortes por tuberculose em 2017

Cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, discutirão estratégias para fazer frente à doença. Organização Mundial da Saúde quer garantir maior investimento para responder à gravidade do que considera uma verdadeira “epidemia global”

O combate à tuberculose vai estar em foco esta quarta-feira, numa cimeira que a Organização das Nações Unidas (ONU) acolhe, à margem da Assembleia Geral que decorre em Nova Iorque.

Na reunião participam cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, que discutirão estratégias para fazer frente a uma doença que, em 2017, reivindicou mais vidas do que qualquer outra patologia contagiosa - cerca de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo.

Outras 300 mil pessoas morreram com VIH e tuberculose - em simultâneo -, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados este mês.

“É realmente uma epidemia global”, disse Tereza Kasaeva, que lidera o programa da OMS para combater a doença.

Com a agência de saúde das Nações Unidas a estimar que cerca de 10 milhões de pessoas fiquem infetadas a cada ano, a principal preocupação são os países pobres, onde o acesso a cuidados de saúde é limitado.

Em Nova Iorque, Kasaeva assumiu que a meta da ONU de erradicar a tuberculose em todo o mundo até 2030 é um objetivo “muito ambicioso, já que por enquanto o progresso tem sido muito lento”.

Os especialistas estão particularmente preocupados com o número crescente de pessoas que contraem variantes da tuberculose resistentes aos medicamentos, muitas das quais não são diagnosticadas adequadamente.

Um dos objetivos do encontro desta quarta-feira é garantir um maior investimento dos diferentes países para aplicar no combate à doença.