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Internacional

Síria. Avião militar russo com 14 pessoas a bordo desaparece dos radares

OMAR HAJ KADOUR/AFP/Getty Images

Damasco e Moscovo responsabilizam forças israelitas e francesas, que conduziam operações militares contra alvos sírios. Ainda se desconhece o destino das 14 pessoas que seguiam a bordo do avião desaparecido mas uma operação de resgate já terá sido organizada. Washington avança a hipótese de a aeronave ter sido inadvertidamente derrubada por artilharia antiaérea do próprio Governo sírio, aliado de Moscovo

O Ministério russo da Defesa disse esta terça-feira que um avião militar seu, com 14 pessoas a bordo, desapareceu dos radares sobre a Síria numa altura em que forças israelitas e francesas operavam ataques aéreos contra alvos no país. Um oficial norte-americano, citado pela agência Reuters, afirmou que o turbopropulsor II-20, usado para reconhecimento eletrónico, terá sido inadvertidamente derrubado por artilharia antiaérea do próprio Governo sírio, aliado de Moscovo.

Segundo informação estatal de Damasco, quando o avião desapareceu a cidade costeira síria Lataquia estava a ser atacada por “mísseis inimigos”, tendo como resposta baterias de defesa antimísseis.

A aeronave regressava à base aérea russa de Hmeymim, na província de Lataquia, quando, por volta das 23h de Moscovo, desapareceu do radar, precisou o Ministério russo da tutela. O avião sobrevoava o Mar Mediterrâneo, a cerca de 35 quilómetros da costa da Síria, acrescentou a agência de notícias russa TASS, em comunicado.

Destino das 14 pessoas a bordo é ainda desconhecido

“O rasto do II-20 nos radares de controlo aéreo desapareceu durante um ataque de quatro jatos israelitas F-16 a instalações sírias. Ao mesmo tempo, os sistemas de radar detetaram lançamentos de mísseis a partir da fragata francesa Auvergne, localizada naquela região”, lê-se no comunicado.

Desconhece-se o destino das 14 pessoas que seguiam a bordo do avião desaparecido. De acordo com o Ministério russo da Defesa, uma operação de resgate foi organizada a partir da base de Hmeymim.

A operação militar da Rússia na Síria, que começou no final de 2015, virou o conflito a favor do Presidente Bashar al-Assad na sua luta contra os rebeldes. Há vários atores regionais envolvidos na guerra civil no país que já dura há mais de sete anos e provocou mais de 360 mil mortos.

Putin e Erdogan acordam criação de “zona desmilitarizada” em Idlib

Na segunda-feira, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, concordaram com a instauração de uma “zona desmilitarizada” na província síria de Idlib, que será patrulhada pelas polícias militares turca e russa. A zona desmilitarizada, que deve ser criada antes de 15 de outubro, vai separar as posições das forças governamentais e das milícias da oposição e terá uma extensão entre 15 a 20 quilómetros.

O acordo foi anunciado por Putin em declarações no final do encontro quando os dois Presidentes surgiram juntos após uma reunião de mais de quatro horas na estância balnear russa de Sochi, no Mar Negro.

Idlib é o último bastião dos rebeldes sírios e estavam a aumentar as preocupações sobre os efeitos catastróficos para a população civil de um eventual ataque pelas forças governamentais. A Turquia opôs-se a este assalto.