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Internacional

Jerusalém: Decisão de Trump não é conforme resoluções do Conselho de Segurança da ONU

JUSTIN LANE / EPA

A decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer unilateralmente Jerusalém como capital de Israel "não é conforme as resoluções do Conselho de Segurança", afirmaram hoje os embaixadores da França, Reino Unido, Itália, Suécia e Alemanha.

A decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer unilateralmente Jerusalém como capital de Israel "não é conforme as resoluções do Conselho de Segurança", afirmaram hoje os embaixadores da França, Reino Unido, Itália, Suécia e Alemanha.
A decisão "não favorece a perspetiva de paz na região", acrescentam os diplomatas numa declaração oficial no final de uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas na qual os Estados Unidos ficaram isolados.

Os embaixadores apelaram também a "todas as partes e todos os atores regionais para trabalharem juntos para manter a calma".
A reunião de urgência do Conselho de Segurança, composto por 15 membros, foi solicitada pela Suécia, França, Itália, Reino Unido, Bolívia, Uruguai, Egito e Senegal.

Na quarta-feira, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iriam mudar a sua embaixada em Israel de Telavive para Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital daquele país. A mudança de política diplomática - os Estados Unidos afirmavam, até agora, manter a neutralidade no conflito israelo-palestiniano - enfureceu o mundo árabe e os muçulmanos em geral, que encaram a decisão como uma confirmação de que os Estados Unidos escolheram o lado de Israel no mais perigoso e duradouro conflito da região do Médio Oriente.

Jerusalém alberga alguns dos mais sagrados locais de culto para muçulmanos e cristãos, bem como o mais sagrado local religioso do Judaísmo. Os palestinianos querem ter como capital de um futuro Estado da Palestina o setor oriental da cidade, anexado por Israel. Já Israel não quer ceder qualquer parte da cidade, que considera a sua capital histórica.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade, conquistada em 1967.