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Como vai ser comprar casa em 2023?

11 janeiro 2023 11:55

Ana Baptista

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O Expresso e a Era Imobiliária iniciam esta quinta-feira uma série de seis debates sobre o futuro da habitação e do sector imobiliário em Portugal

11 janeiro 2023 11:55

Ana Baptista

O imobiliário nunca foi - nem nunca será - um mercado de certezas mas, nos últimos dois anos, as dúvidas - e as queixas - aumentaram significativamente. Ou porque os preços começaram a subir muito - por causa da escassez de oferta derivada de um aumento da procura por parte de estrangeiros com maior poder compra e por causa do aumento dos custos de construção, estes agravados pelo Covid e pela guerra na Ucrânia. Ou porque, por causa da inflação, as taxas de juro aumentaram, dificultando o acesso a crédito novo e até o pagamento das prestações dos empréstimos existentes.

De facto, acordo com dados de dezembro do Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços das casas em Portugal continuaram a subir e, aumentando 13% no terceiro trimestre de 2022 face ao mesmo período de 2021. Já nas rendas, o aumento foi de 7,6%. Percentagens significativas que o INE diz, contudo, terem sido inferiores às registadas no trimestre anterior. Ainda assim, e segundo dados do Eurostat divulgados esta terça-feira, esses 13% de aumento representam quase o dobro do aumento médio da zona euro que foi de quase 7%.

E nas taxas de juro, que começaram a subir em fevereiro de 2022 como arma para combater a inflação criada pelo Covid e depois pela guerra na Ucrânia, ainda esta terça-feira foi registado um novo aumento na Euribor, ou seja, na que conta quando se compra uma casa com recurso a crédito. Assim, a taxa a três meses está agora nos 2,284%, a seis meses, nos 2,820% e a 12 meses, nos 3,338%.

A tudo isto junta-se ainda a inflação que, ao subir de forma expressiva nos produtos de primeira necessidade, retira poder de compra aos portugueses.

Repetimos: O imobiliário nunca foi - nem nunca será - um mercado de certezas. Perante tudo isto, como se explica que 2022 tenha voltado a ser um ano recorde no valor investido na casas? De acordo com estimativas da consultora JLL divulgadas no início deste ano, em 2022, venderam-se 168 mil casas por um total de €31mil milhões que, a confirmar-se, representa um aumento de 10% face aos €28,1 mil milhões conseguidos em 2021 e que já tinham sido um recorde no mercado residencial.

E o que podemos esperar para 2023 se as taxas de juro continuam a subir e a guerra não acaba? Os preços das casas vão continuar a aumentar? As taxas de juro vão continuar a subir? E as rendas? E não iam construir casas com preços mais acessíveis? E casas onde não seja preciso ter sempre o aquecimento ligado.. é que a energia está cara…Porque é que o Estado não intervém? O novo ministério da Habitação vai mudar alguma coisa? Qual o melhor crédito e a melhor taxa para mim? E posso renegociar o crédito? Como? É melhor arrendar do que comprar? Ou é boa altura para vender?

Mesmo feito mais de estimativas do que de certezas, o Expresso e a Era Imobiliária vão tentar, durante os próximos três meses, responder a estas e outras questões em seis debates, com seis temas diferentes, a transmitir no Facebook do Expresso às 19h.

O primeiro acontece já no dia 12 de janeiro, quinta-feira, sobre o tema “Comprar casa em 2023”; o segundo terá lugar duas semanas depois, a 26 de janeiro, e será o sobre a “Sustentabilidade no imobiliário”; o terceiro é transmitido a 9 de fevereiro e discutirá a “Literacia para a habitação”; o quarto decorre a 23 de fevereiro, sobre os “Desafios da mediação imobiliária"; o quinto, que será sobre “O papel do Estado na habitação”, acontece a 9 de março; e o sexto e último debate terá lugar a 23 de março e terá como tema “Habitação para todos”.

“Comprar casa em 2023”

O que é?
É o primeiro debate de uma série de seis que o Expresso e a Era Imobiliária vão organizar durante os próximos três meses sobre “O futuro da habitação e do setor imobiliário em Portugal”

Quando, onde e a que horas?

Dia 12 de janeiro, quinta-feira, às 19h00 no Facebook do Expresso

Quem vai estar presente?

Rui Torgal, CEO da Era Portugal
Ricardo Guimarães, diretor do Confidencial Imobiliário
Paulo Caiado, presidente da APEMIP
Vera Gouveia Barros, economista

Porque é que este encontro é central?

Os preços das casas continuam a subir e as taxas de juro estão mais altas o que, aliado à inflação e à falta de casas no mercado, faz com que o imobiliário residencial suscite mais dúvidas e queixas e pedidos de uma maior intervenção do Estado.

Onde posso ver?

Aqui