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Seis meses de guerra na Ucrânia

“Um cessar-fogo rápido permitiria à Rússia alegar que obteve sucesso. Não é aconselhável, se quisermos evitar uma Guerra Mundial”

Tanque russo danificado em Poltavka, vila do leste de Zaporíjia recapturada pelos ucranianos
Tanque russo danificado em Poltavka, vila do leste de Zaporíjia recapturada pelos ucranianos
Getty

As forças russas que combatem na Ucrânia podem estar esgotadas, admite Lawrence Freedman, professor de Estudos de Guerra da King’s College London. “O que dizer aos generais seniores? Não se pode sustentar este tipo de perda em homens, equipamentos e reputação sem causar danos permanentes a toda a instituição militar.” O analista explica ao Expresso por que desaconselha um acordo de cessar-fogo rápido

Há, atualmente, uma diferença substancial entre as tropas russas e as ucranianas: “A Rússia está a debater-se para encontrar mão-de-obra. E, quando a encontra, tem dificuldade em motivá-la para lutar. A motivação dos ucranianos é muito elevada.” Lawrence Freedman, professor emérito e investigador da King’s College London nas áreas de conflito e segurança, faz um diagnóstico de grande desgaste das forças russas no terreno. “Algumas estimativas apontam que a Rússia perdeu até 45 anos de produção de defesa em tanques”, atira ainda o autor de “Ukraine and the Art of Strategy” (2019).

Eleito membro da Academia Britânica em 1995 e premiado com a Ordem do Império Britânico em 1996, Lawrence Freedman atesta as suas considerações com uma longa experiência em Estudos de Guerra. Em 2003, foi premiado com o Cavaleiro Comandante de São Miguel e São Jorge, e, em junho de 2009, foi nomeado membro do inquérito oficial sobre o Reino Unido e a Guerra do Iraque em 2003. Em entrevista ao Expresso, o analista alerta para os perigos de um cessar-fogo “conseguido rapidamente”.

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