Seis meses de guerra na Ucrânia

“Um cessar-fogo rápido permitiria à Rússia alegar que obteve sucesso. Não é aconselhável, se quisermos evitar uma Guerra Mundial”

23 agosto 2022 7:21

Tanque russo danificado em Poltavka, vila do leste de Zaporíjia recapturada pelos ucranianos

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As forças russas que combatem na Ucrânia podem estar esgotadas, admite Lawrence Freedman, professor de Estudos de Guerra da King’s College London. “O que dizer aos generais seniores? Não se pode sustentar este tipo de perda em homens, equipamentos e reputação sem causar danos permanentes a toda a instituição militar.” O analista explica ao Expresso por que desaconselha um acordo de cessar-fogo rápido

23 agosto 2022 7:21

Há, atualmente, uma diferença substancial entre as tropas russas e as ucranianas: “A Rússia está a debater-se para encontrar mão-de-obra. E, quando a encontra, tem dificuldade em motivá-la para lutar. A motivação dos ucranianos é muito elevada.” Lawrence Freedman, professor emérito e investigador da King’s College London nas áreas de conflito e segurança, faz um diagnóstico de grande desgaste das forças russas no terreno. “Algumas estimativas apontam que a Rússia perdeu até 45 anos de produção de defesa em tanques”, atira ainda o autor de “Ukraine and the Art of Strategy” (2019).