Guerra na Ucrânia

Ucrânia avança e surpreende, mas a conquista de Kherson ainda vem longe

17 setembro 2022 16:57

Ana França

Ana França

texto

Jornalista

Jaime Figueiredo

Jaime Figueiredo

infografia

Coordenador-Geral de Infografia

anadolu agency

A reconquista de Kharkiv impressionou o mundo – e aumentou a moral junto de tropas de da população que continua no país – mas recuperar terras a sul é um esforço a longo prazo. A superioridade militar russa sente-se em Kherson e há informações de que os planos para a contraofensiva se podem prolongar além da primavera do próximo ano

17 setembro 2022 16:57

Ana França

Ana França

texto

Jornalista

Jaime Figueiredo

Jaime Figueiredo

infografia

Coordenador-Geral de Infografia

O sucesso de Kharkiv não vai ser repetido em Kherson tão cedo — mas a Ucrânia vai manter-se focada nesse objetivo. “Putin pode ter sobrevivido ao que se passou em Kharkiv, por pouco, mas é impossível que sobreviva à perda de Kherson, estamos no fim do precipício e isso será o último empurrão”, diz ao Expresso Taras Kuzio, professor de Ciência Política na Universidade Nacional de Kiev Mohyla. Está otimista, outros analistas nem tanto.

Na segunda-feira, ainda no rescaldo dessa reconquista de território que viu a Ucrânia erguer de novo as suas bandeiras numa área de 8 mil quilómetros quadrados, quase três vezes a área metropolitana de Lisboa, o comando militar ucraniano no sul anunciou que outros 500 quilómetros quadrados tinham sido reconquistados perto de Kherson, a primeira cidade conquistada pelos russos, por ser próxima da península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014 e de onde surgiram os primeiros ataques.