Guerra na Ucrânia

Pelo menos 13 mortos em ataque com mísseis a centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk

27 junho 2022 18:44

telegram/v_zelenskiy_official/reuters

No espaço comercial estariam mais de mil pessoas, segundo o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Das 50 pessoas feridas, 21 foram hospitalizadas

27 junho 2022 18:44

Um ataque com mísseis russos atingiu um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk, na região de Poltava, nesta segunda-feira à tarde. Pelo menos 13 pessoas morreram e 50 ficaram feridas, das quais 21 foram hospitalizadas, de acordo com as autoridades ucranianas.

“Os ocupantes dispararam mísseis no centro comercial, onde se encontravam mais de mil civis. O centro comercial está a arder, os socorristas estão a extinguir o incêndio, o número de vítimas é inimaginável. A Rússia continua a descarregar a sua impotência sobre os cidadãos comuns. É inútil esperar da Rússia a decência e a humanidade”, escreveu o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram.

O governador de Poltava, Dmytro Lunin, acusou a Rússia de ter cometido um “crime de guerra”. “O ataque com mísseis a um centro comercial com pessoas dentro em Kremenchuk é outro crime de guerra russo. Um crime contra a humanidade. Este é um ato de terror aberto e cínico contra a população civil”, escreveu Lunin no Telegram.

A maior refinaria de petróleo da Ucrânia localiza-se em Kremenchuk, que se situa nas margens do rio Dniepre. A Rússia não comentou o ataque, que ocorreu no dia em que o G7 está reunido na Alemanha, onde os líderes discutem formas de punir Moscovo pela invasão e comprometeram-se a apoiar a Ucrânia “durante o tempo que for preciso”.

No encontro do G7, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já condenou o ataque. “Este terrível ataque mostrou mais uma vez as profundezas da crueldade e da barbárie em que o líder russo irá afundar-se. Uma vez mais os nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas inocentes da Ucrânia. Putin deve compreender que o seu comportamento nada mais fará do que reforçar a determinação do Reino Unido e de todos os outros países do G7 em apoiar a Ucrânia durante o tempo que for necessário”, declarou Johnson.